A exposição vai estar aberta ao público na Galerie L`Escale, na cidade de Levallois, a partir de sexta-feira, 15 de março, até 25 de abril, e reúne artistas africanos ou com raízes africanas maioritariamente instalados em França: Nú Barreto (Guiné-Bissau), Beya Gille Gacha (França), Nelson Makamo (África do Sul), Gastineau Massamba (Congo), Evans Mbugua (Quénia), Hyacinthe Ouattara (Burkina Faso), Malick Sidibé (Mali) e Ange Swana (Congo).

Nú Barreto considera que, para estes artistas, estar em França abriu portas e permitiu novos encontros.

“França é conhecida como sendo um local culturalmente interessante e internacionalmente de relevo. É um sítio onde as coisas acontecem. Não digo que seja fácil, mas abre portas que noutros sítios não são possíveis e onde há oportunidade que nem existem noutros lados”, disse o artista em declarações à agência Lusa, antes da inauguração da exposição coletiva.

O artista guineense vai mostrar cinco peças nesta exposição, incluindo obras do seu período “Prétu Funguli” e da série de bandeiras “Estados Unidos da África”, assim como vários desenhos preparatórios.

Após vários anos em Paris, Nú Barreto debate-se agora com a dúvida sobre o regresso à Guiné-Bissau.

“Sinto já alguma ânsia do regresso à minha terra, para lá trabalhar, e tenho tantas coisas a fazer lá. Sinto-me mais útil na Guiné, mas cada artista que está no projeto desta exposição está a fazer o seu caminho”, afirmou o artista guineense.

Além desta iniciativa, o artista lusófono está também a participar numa exposição coletiva “La Nuit était papier” (ou “A noite era de papel”, em portugês), na Galeria Nathalie Obana, que foi hoje inaugurada e vai estar patente até dia 04 de maio.

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