Nesta exposição do maior prémio internacional de fotojornalismo, estarão em exibição imagens captadas por 43 fotógrafos, oriundos de 25 países, de acordo com a revista Visão, que organiza a mostra, em parceria com a Fundação World Press Photo.

Entre os premiados, está a imagem do fotojornalista português Mário Cruz, premiado na categoria Ambiente, com o título “Living Among What’s Left Behind” (“Viver entre o que foi deixado para trás”), resultado de um projeto desenvolvido a título pessoal, sobre comunidades de Manila, nas Filipinas, que vivem sem saneamento e rodeadas de lixo.

A imagem vencedora mostra uma criança que recolhe materiais recicláveis deitada num colchão rodeado por lixo que flutua no rio Pasig, declarado biologicamente morto na década de 1990.

Quanto à fotografia do ano do World Press Photo 2019, é da autoria do norte-americano John Moore, e foi captada em 12 de junho de 2018, mostrando uma menina hondurenha a chorar quando a mãe é revistada e detida próximo da fronteira dos Estados Unidos com o México, em McAllen, no Texas.

A imagem, que valeu ao fotógrafo norte-americano um prémio de 10 mil euros, foi capa da revista Time, e gerou a contestação ao programa do Presidente norte-americano, Donald Trump, relativamente à separação das famílias de imigrantes.

As fotografias vencedoras estarão expostas no antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, até 19 de maio, todas as quintas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 10:00 às 20:00, de acordo com a organização.

Aos sábados e domingos, o público poderá, além de visitar a exposição principal, participar em conversas e ‘workshops’ de fotografia gratuitos com fotógrafos conceituados, como Arlindo Camacho, Isabel Saldanha, Luís Barra, Mário Cruz, Gonçalo F. Santos e Nuno Sá.

O fotojornalista da agência Lusa Mário Cruz, que em 2016 já tinha conquistado o primeiro lugar na categoria de temas contemporâneos, com um trabalho sobre a escravatura de crianças no Senegal, estará no sábado, dia 27 de abril, à conversa com um número restrito de visitantes da exposição, a partir das 15:00.

O projeto de Mário Cruz, vertido para livro, também pode ser visto numa exposição patente até 26 de maio no Palácio Anjos, em Algés.

Criado em 1955 pela organização homónima e sem fins lucrativos com sede em Amesterdão, na Holanda, o concurso World Press Photo premeia, anualmente, “fotografias que dão a conhecer ao público questões e momentos cruciais e fraturantes, que marcam a atualidade de povos e sociedades em todo o mundo, e que se repercutem além-fronteiras, com consequências à escala global”, sublinha a organização da exposição.

Ao todo, nesta 62.ª edição do concurso, foram analisadas 78.801 fotografias enviadas por 4.738 fotógrafos de 129 nacionalidades.

Na inauguração da exposição, apenas para convidados, no dia 26 de abril, estarão presentes a ministra da Cultura, Graça Fonseca, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, o reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, a diretora da revista Visão, Mafalda Anjos, e a curadora da exposição e representante da Fundação World Press Photo, Yi Wen Hsia.

O evento é promovido pela Fundação World Press Photo e pela revista Visão, em parceria com a Fundação Galp, e tem ainda o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Universidade de Lisboa, e vários patrocinadores privados.

Publicidade