A infestação pela Lagarta do Funil do Milho chega a dizimar campos agrícolas inteiros e leva a perdas de 70% de rendimentos, sobretudo em zonas em que chove menos, disse à Lusa Domingos Cugala, coordenador do projeto da FAO para apoio a pequenos produtores em Moçambique.

A iniciativa vai distribuir 100 telemóveis com a aplicação FamNews a extensionistas agrários estatais para rastrear áreas infestadas pela praga detetada há dois anos em Moçambique, nas províncias de Maputo e Gaza (sul), Manica, Tete e Zambézia (centro) e Niassa (norte).

Sofala (centro) entrou este ano para o quadro de províncias infestadas e 20 extensionistas locais estão a ser formados desde hoje em Chimoio, capital de Manica.

A praga, disse Domingos Cugala, está a causar prejuízos económicos consideráveis devido a perdas de culturas alimentares, ameaçando agravar a insegurança alimentar do país.

Os dados recolhidos pela aplicação e armazenados numa base de dados central vão ajudar o Governo a decidir e definir prioridades agrárias nas zonas infestadas pela praga.

Os extensionistas estão a ser dotados de técnicas de controlo biológico para assistir aos produtores com pesticidas botânicas, plantas localmente disponíveis, e mais tarde deverá ser discutido o controlo químico, em casos de necessidade, referiu Domingos Cugala.

Roide Torres, coordenador da FAO em Manica e Sofala, defendeu hoje a necessidade de reforçar a capacidade nacional de vigilância e controlo de pragas e doenças, para assegurar que a agricultura de subsistência, que predomina em Moçambique, possa ter um desempenho maior.

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