Os projetos, cujo período de implementação decorrem desde maio deste ano até abril de 2021, visam a “capitalização e valorização de produtos hortícolas para a segurança alimentar e nutricional”.

O ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, Francisco Ramos, considerou que estes projetos vão beneficiar o desenvolvimento sustentável da agricultura são-tomense.

“O país tem vindo a importar desde sempre a maioria de produtos alimentares de primeira necessidade, aos quais se associam os riscos de consumo de alimentos altamente processados e com níveis elevados de açúcar, sal, gorduras, muitos dos quais chegam ao nosso mercado mal rotulados, num contexto exacerbadamente marcado pela liberalização interna descontrolada de políticas comerciais”, disse o ministro.

O Governo considera que a economia do país “é muito pouco diversificada e a agricultura continua a ser o setor predominante”, com uma contribuição de cerca de 20 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Um relatório deste ministério a que a Lusa teve acesso indica que a agricultura ocupa quase 60 por cento da população ativa do arquipélago e é praticada por pequenos agricultores, que têm “imensas dificuldades para se desenvolver”, provocando “uma forte pressão demográfica sobre as cidades” e “causando uma considerável degradação da produção e das condições de vida das populações”.

O Governo considera que “é necessário e indispensável alterar esse quadro, sob pena do país continuar a padecer de carências nutricionais”.

O representante da FAO, Argentino Espírito Santo, defendeu que este projeto destina-se “fundamentalmente ao setor da produção agrícola”, desejando que a sua execução “tenha sucesso” e que “no final seja possível “ganhar confiança suficiente” para que a FAO “possa programar uma ação mais ampla” nesta área.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here