Rosas é distinguido com um dos três Prémios da Fundação Calouste Gulbenkian, na categoria História da Europa, pelo livro “Salazar e os Fascismos. Ensaio breve de história comparada”, editado pela Tinta-da-China.

Na categoria História Moderna e Contemporânea de Portugal, a vencedora é Teresa de Campos Coelho, com “Os Nunes Tinoco. Uma dinastia de arquitetos régios dos séculos XVII e XVIII”, edição da Fundação da Casa de Bragança.

Na categoria História da Presença de Portugal no Mundo são distinguidos ‘ex aequo’ Lúcio de Sousa e Maria de Lurdes Caldas, respetivamente, com as obras “The Portugueses Slave Trade in Early Modern Japan. Merchants, Jesuits and Japanese, Chinese, and Korean Slaves”, publicada pela norte-americana Leiden, e “Os Medina e Vasconcelos. História de uma Família”, em três volumes, pela Escritório Editora.

Cada Prémio Gulbenkian tem o valor pecuniário de dois mil euros.

Com o valor de 2.500 euros, o Prémio Pina Manique distingue, na área de estudo “Do Iluminismo à Revolução Liberal”, a tese de doutoramento de Andreia Maria Durães Gomes com o título “Casas de cidade: Processo de privatização e consumos de luxo nas camadas intermédias urbanas (Lisboa na segunda metade do século XVIII e início do século XIX)”.

Por seu lado, Rui Tavares recebe o Prémio Lusitania — História de Portugal pelo seu livro “Censor Iluminado. Ensaio sobre o Pombalismo e a Revolução Cultural do Século XVIII”, editado pela Tinta-da-China.

Também com o valor de dois mil euros, o Prémio EMEL/História dos Caminhos, Percursos e Mobilidade distingue Mariana Reis de Castro, pela obra “Contrabando e Contrabandistas. Elvas na Primeira Guerra Mundial”, saído pela Imprensa de Ciências Sociais.

O Prémio Joaquim Veríssimo Serrão, patrocinado pela Fundação Eng.º António de Almeida, no valor de 2.500 euros, distingue José Manuel Garcia, pela obra “Fernão de Magalhães. Herói, Traidor ou Mito: A História do Primeiro Homem a Abraçar o Mundo”, publicado pela editora Manuscrito.

O Prémio P.M. Laranjo Coelho, no valor de 750 euros, distingue José Augusto Bezerra e Ingrid Schwamborn pela edição de “A Carta de Américo Vespúcio, em Lisboa (1504) e o mapa de Martin Waldseemüllaer, com o nome AMERICA, delineando as terras do futuro BRASIL (1507)”, publicado pela Editora da Universidade Federal do Ceará.

Victor S. Gonçalves e Ana Catarina Sousa recebem o Prémio Professor Doutor Pedro da Cunha Serra, no valor de quinhentos euros, pela sua obra “Casas Novas numa curva do Sorraia (no 6.º milénio a.n.e. e a seguir)”, publicado pelo Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.

Os prémios são entregues a 04 de dezembro, às 15:00, no Palácio dos Lilases, ao Lumiar, em Lisboa.

A APH foi fundada em 1720, por João V, e restaurada em 1936, sendo atualmente presidida pela historiadora Manuela Mendonça.

Segundo o sítio da APH na Internet, esta é uma “instituição científica de utilidade pública, reunindo especialistas que se dedicam à reconstituição documental e crítica do passado, materializada na organização de eventos e publicações, nomeadamente de fontes e obras que, com o necessário rigor científico, facilitem a todos os portugueses o conhecimento da sua História”.

Até ao final do ano, a APH tem previsto quatro sessões públicas, incluindo a da entrega dos prémios, na qual é orador o académico de mérito Manuel Villaverde Cabral, académico de mérito, com a conferência “Portugal durante a I Grande Guerra: ‘Guerra Civil’ e Cânones Culturais”.

Hoje, às 15:00, no Palácio dos Lilases, sede da APH, o académico honorário António Miguel Trigueiros apresenta a conferêncuia “Ler as insígnias nos retratos do Rei D. João VI. Apresentação do catálogo da exposição O Retrato do Rei Dom João VI, no Rio de Janeiro (2018-2019)”.

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