O Tanto Mar — Festival Internacional de Artes Performativas de Loulé, decorre durante quatro dias, entre 06 e 09 de março, no Cine-Teatro Louletano, mas haverá atividades paralelas noutros espaços, entre ações de animação de rua, oficinas e ‘jam sessions’, adianta a autarquia em comunicado.

O festival apresenta espetáculos de grupos e companhias de teatro da Guiné-Bissau, Cabo Verde e Brasil, além da portuguesa Folha de Medronho, associação de artes performativas com base em Loulé, que assina com o grupo do Teatro do Oprimido, da Guiné-Bissau, a peça “Kangatulas”, a primeira a ser exibida, no dia 07 de março.

A abertura do festival é, no entanto, assinalada no dia anterior, com uma tertúlia marcada para as 18:30 no Café Calcinha, no centro de Loulé, com representantes do município e do Cine-Teatro e elementos da organização do evento, a cargo da Folha de Medronho, e dos grupos participantes.

No dia 08, sobe ao palco a peça “2Estranhos”, escrita e encenada por Adilson Spínola da companhia “CriArTeatro” de Cabo Verde e, no dia 09, a criação “Desmontagem Evocando os Mortos — Poéticas da Experiência”, do grupo ÓI Nóis Aqui Traveiz de Porto Alegre, Brasil.

Trata-se de um evento que pretende privilegiar projetos oriundos de países onde o português é a língua oficial, contribuindo para “estabelecer a relação com grupos e criadores portugueses instalados fora da macrocefalia da ‘cidade grande’ que desenvolvem trabalho substancial e inovador”, lê-se na nota.

A peça que une a associação de Loulé e um grupo de teatro guineense, “Kangalutas” (expressão em crioulo que significa dificuldades de vida), é inspirada num livro de Abdulai Sila com o mesmo nome e estreou em Bissau, a 26 de janeiro.

Todos os espetáculos do festival têm início às 21:30 e os bilhetes têm o preço único de cinco euros por cada sessão.

O festival é promovido pela Folha de Medronho em coprodução com a Câmara de Loulé e o Cine-Teatro Louletano.

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