Durante os ensaios, quer Selda quer Filipe Mukenda mostraram-se felizes por comporem mais uma dupla do já consagrado projecto da Zona Jovens Produções.

Num clima de total harmonia, num estúdio localizado no bairro Miramar, a voz aveludada da cantora preenchia o ambiente acompanhada pelas entradas e pontuações do mestre Filipe Mukenga.
A diferença geracional está a ser bem explorada pelo diretor artístico Chalana Dantas, que provou entender muito de palco nos concertos anteriores do projeto.

As canções “Filho de Cabinda”, composta por Filipe Zau, “Kianda ki anda”, de Mukenga, e “Renúncia” e “Morena de cá”, do repertório de Selda, são algumas das canções do alinhamento do concerto, cujas arestas foram limadas nos ensaios.

Para Selda, o trabalho até agora feito para o concerto de amanhã foi de “altíssimo nível e está já a 100 por cento”. Sobre o companheiro de palco, ela ressalta:“estou a lidar mais com o Filipe e a descobrir as histórias das suas músicas, percebendo melhor o sentimento que as letras transmitem. E isso torna tudo ainda mais emocionante”.

Selda fará um concerto com quem ela chama de “meu grande kota”, daí a alegria e respeito que levará ao palco da Casa 70. “Para mim, não é somente um prazer, mas um privilégio cantar com um nome da categoria do Filipe Mukenga, com quem já dividi o palco algumas vezes, mas não com a intensidade de um Duetos N’Avenida. Estar com ele num projeto deste nível é uma grande aprendizagem. E podem esperar muitas viagens e, principalmente, muita emoção neste concerto”.

Já Filipe Mukenga comentou a qualidade da voz da colega e o clima de trabalho: “Eu já sabia do talento dela, mas estou muito surpreendido. E, além disso, está a ser uma óptima experiência trabalhar com tantos jovens num clima de ensaios com muita cumplicidade e respeito. Todos estão envolvidos num show surpreendente”.

Sobre o convite para integrar o cartaz da terceira temporada do Duetos, Filipe conta o que sentiu ao ser lembrado mais uma vez pela Zona Jovem: “Fez-me sentir muito feliz e mostrou-me que a sociedade sente que tenho ainda muito a dar para um maior engrandecimento da nossa música e cultura”. Para a Produtora Zona Jovem, reunir esses dois “grandes artistas” tem um significado especial. O diretor executivo da produtora, Figueira Ginga, conta que a ideia inicial era homenagear Filipe Mukenga e promover a passagem de testemunho de diferentes momentos da música angolana. “Mas creio que será também uma viagem “glamourosa” pela obra musical de Filipe Mukenga, pela modernidade estética que representa para a nossa música”, disse Figueira Ginga.

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