Filme sobre a Kizomba apresentado em Luanda

Pela primeira vez, depois de ter sido exibido em vários países da Europa, o documentário “Kizomba Sem Fronteira”, do jovem realizador Baptista João, foi apresentado, oficialmente, em Angola, na quinta-feira, numa cerimónia realizada na Mediateca 28 de Agosto, em Luanda.

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Embora fosse sempre desejo do realizador apresentar antes a curta-metragem em Luanda, questões alheias à sua vontade levaram a que o filme fosse exibido primeiro em Espanha, nas cidades de Madrid, Barcelona e Sevilha, e, posteriormente, em Portugal, França, Holanda e Suíça.

“Kizomba Sem Fronteira” é um documentário que retrata o percurso que o estilo de dança kizomba tem alcançado, nos últimos anos, na Europa, principalmente em Portugal, Espanha e França, os maiores “consumidores” do estilo.

O realizador considerou que o filme, embora retrate a questão da divulgação e “consumo” da kizomba, é, no fundo, um documento histórico e envolvente, que narra, na primeira pessoa, a vida dos artistas, entre cantores, bailarinos e organizadores de eventos, que deram – e continuam a dar – o contributo para que o estilo, quer de música, quer de dança, se mantenha no top dos mais procurados em toda Europa.

No filme, Baptista João, que emigrou para a Espanha para prosseguir os estudos, foi realizador, produtor e argumentista. Mas, contou com a participação dos espanhóis Mário Alonso, assistente de direção, Manu Sánchez, câmara e editor, Ismael Calvo, editor de som, Diego Diaz, desenho gráfico, e do peruano Diego Delgado, diretor de fotografia e câmara, além do angolano Nunes Gomes (Dj Papazzi) e do argentino David Matécon, na masterização. A equipa integrou, igualmente, o jornalista angolano Dorivaldo Aleixo, voz off em português, e o espanhol Luis Mosser, voz off em espanhol. Teve ainda a colaboração dos angolanos Francisco Gomes e Manuel Camalata, assistentes de produção, e Rosário da Costa, câmara, e profissionais do Brasil, Holanda e da Suíça.

Produzido em dois anos em Angola, Portugal, Espanha, Holanda e Suíça, o documentário de Baptista João, que tem duração de 60 minutos, tem versões em português, espanhol e inglês, mas contém outros idiomas, como mandarim e francês.

Com o documentário, esclareceu Baptista João, pretende-se promover a kizomba e “ajudar na construção de uma história sobre a sua divulgação e expansão, valorizando e mostrando o sacrifício que os europeus, americanos, asiáticos e, sobretudo, africanos fazem para manter este género no top mundial.

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