O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou hoje a previsão de evolução da economia de Angola, antecipando agora uma recessão de 4% este ano, o que coloca o PIB angolano em queda pelo quinto ano consecutivo.

“Em Angola, a atividade económica deverá continuar a cair pelo quinto ano, com o PIB a cair 4% em 2020, ou seja, 2,6 pontos percentuais pior do que o estimado em abril”, lê-se na atualização das Previsões Económicas para a África subsaariana, hoje divulgadas em Washington.

A degradação das estimativas “reflete o declínio na produção e nos preços do petróleo, o agravamento das condições de crédito e o declínio da atividade empresarial interna”, acrescentam os analistas, que notam que “a solidez dos preços do petróleo e as medidas de apoio político devem ajudar a economia a recuperar para um crescimento de 3,2% em 2021”.

A nível global, o FMI piorou a previsão de crescimento para a África subsaariana, antecipando uma recessão de 3,2%, atirando quase 40 milhões de pessoas para a pobreza extrema e anulando dez anos de desenvolvimento.

“A economia regional deve contrair-se 3,2%, o que é 1,6 pontos percentuais pior que o projetado em abril, e mostra uma redução da previsão de crescimento em 37 das 45 economias, e em termos nominais o PIB da região vai ser 243 mil milhões de dólares menor que o projetado em outubro de 2019”, lê-se no relatório sobre as novas previsões do Fundo.

A atualização mostra a severidade da pandemia da covid-19 e assume que a situação é pior e a recuperação será mais lenta do que os analistas do FMI tinham antecipado em abril, quando estimavam um crescimento económico negativo de 1,6%, já assim o mais profundo das últimas décadas.

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu para 9.657, mais 173 nas últimas 24 horas, em mais de 382 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 500 mil mortos e infetou quase 10,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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