A alguns meses da sexta conferência ministerial do Fórum, prevista para meados do ano, Xu Yingzhen assegurou que o secretariado permanente vai continuar a “explorar com empenho novos modelos (…) para alargar de forma continuada as áreas de cooperação” entre a China e o bloco lusófono.

Xu Yingzhen falava à imprensa num almoço que antecipou a 11.ª semana cultural entre a China e os países de língua portuguesa, iniciativa que reúne, entre sábado e 18 de outubro, artesanato, exposições de artes plásticas, espetáculos de dança, música, teatro e gastronomia na Doca dos Pescadores, em Macau.

As exposições de artes plásticas prolongam-se até 09 de novembro e a Mostra de Teatro dos Países e Regiões de Língua Portuguesa decorre entre 22 e 27 deste mês.

Nesta edição da semana cultural participam chefes de cozinha do Angola, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, para apresentar sabores característicos dos países lusófonos no território e realizar quatro ‘workshops’ de culinária no Instituto de Formação Turística e na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST).

No final de julho, em entrevista à Lusa, a secretária-geral do Fórum de Macau já afirmara que “na conjuntura do desenvolvimento da Grande Baía, Macau pode desempenhar um papel mais importante” enquanto plataforma.

A Grande Baía, o projeto de Pequim para criar uma metrópole a nível mundial, que junta as regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong e nove cidades chinesas da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai).

O Fórum, criado em 2003, tem um secretariado permanente, reúne-se a nível ministerial a cada três anos e integra, além da secretária-geral e de três secretários-gerais adjuntos, oito delegados dos países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste).

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