A mostra fica patente até ao dia 15, no Albergue da Santa Casa da Misericórdia em Macau, e resulta de um concurso de fotografia organizado pela Somos – ACLP, em Dezembro passado.

Consta da exposição um total de 40 fotografias, entre as obras vencedoras, assim como as menções honrosas e outras imagens que o júri considerou relevantes por promoverem a comunicação em língua portuguesa e a disseminação das tradições e costumes lusófonos. 

O painel de júri seleccionou o quadro “Diálogo – Mulher Mumuíla”, de Francisco Keth para integrar a exposição, considerando que a obra representa a comunicação em língua portuguesa e a disseminação das tradições e costumes lusófonos.

A exposição “Somos Imagens da Lusofonia 2018 – Raízes Lusófonas: Veículos de Comunicação” tem a curadoria do fotógrafo António Mil-Homens. Após a cerimónia de inauguração, haverá um momento cultural com o DJ Set.

O concurso fotográfico foi aberto a todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia e residentes em Macau, com fotografias tiradas em qualquer um destes locais: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste ou Goa, Damão e Diu.

O corpo de júri foi composto por um grupo de fotojornalistas de Macau e Portugal, designadamente Gonçalo Lobo Pinheiro (presidente do júri e representante da Somos – ACLP), Lim Choi, Paulo Cordeiro, Rodrigo Cabrita e Rui Caria.

O concurso foi ganho pelos portugueses Carlos José Pimentel, Jorge Miguel do Rosário Santos Cruz e António Alves Tedim. Por sua vez, John Lino de Melo, de Goa, Niklas Kristofer Stephan, do Brasil, e Luís Miguel Silva, de Portugal, foram distinguidos com menções honrosas.
O presidente do júri indicou que, além da “proximidade” com o tema do concurso, “os critérios de avaliação basearam-se essencialmente na técnica e qualidade da imagem, com algum pendor, é óbvio, para o olhar e sensibilidade de cada um.”

A fotografia que arrecadou o primeiro prémio, no valor pecuniário de 5 mil patacas, foi captada em Moçambique e remete para o ensino da língua portuguesa no país, que, segundo o vencedor Carlos José Pimentel, “continua a ser o principal meio difusor da cultura portuguesa”, sendo, por seu lado, a fotografia uma “ferramenta de informação imprescindível na lusofonia.”

O júri decidiu atribuir o segundo prémio, de 3 mil patacas, a uma fotografia de Jorge Miguel do Rosário Santos Cruz que vivifica a arquitectura ancestral portuguesa, bem enraizada em algumas regiões do Alentejo. Com o terceiro prémio, no valor de 2 mil patacas, foi distinguida a fotografia de António Alves Tedim sobre os “caretos”, personagens pagãs que ainda hoje são usadas em festividades em Portugal, mais concretamente no nordeste transmontano.

Percurso do artista


Francisco Keth nasceu em 1972, começou a fotografar em 1990, entre Luanda e Kanguenhe, município do Cuanza-Norte, trabalhos a cor e a preto e branco, com motivos paisagísticos, e actividades de jovens pertencentes à Igreja Metodista Unida. Em Outubro de 2010, realizou a primeira exposição individual de fotografia, com 20 quadros, na Casa de Cultura Brasil-Angola, em saudação ao Dia de Amizade entre os dois países lusófonos e ao 35º aniversário da Independência de Angola.
Dedica-se, também, à pintura e ao cinema, sendo agraciado, em 2012, no FIC-Luanda, com o prémio de Melhor Documentário Nacional, com o filme “Malangatana É De Truz – O Mestre”.

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