A resolução, aprovada hoje, considera que o país “tem estado a viver um impasse político há três anos, que não se resolveu até a data” o que “tem afetado a vida económica e social da nação e do povo”.

Numa outra resolução, o partido proíbe qualquer quadro da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), atualmente na oposição, de integrar um elenco governamental “que não inclua oficialmente a Fretilin como parte integrante”

Caso tal aconteça, atribui poderes à Comissão Nacional de Jurisdição para “proceder à averiguação de comportamentos inadequados dos camaradas da Fretilin que violem” a resolução, tomando as medidas necessárias e proporcionais e as “devidas penalizações”.

O partido aprovou hoje quatro resoluções e uma declaração durante uma conferência nacional extraordinária que reuniu cerca de 300 delegados de todo o país sob o lema “aprofundar a aliança com o povo e garantir a construção e a unidade da nação”.

Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, disse à Lusa que a busca dessa solução depende da decisão que o Presidente tomar, espera que “seja na próxima semana”, em relação à apresentação da nova coligação.

“Se a decisão for positiva, não há que não respeitar. Se for negativa, duas coisas podem acontecer: eleições ou convidar o partido mais votado, a Fretilin, que não vai recusar tomar iniciativas para encontra solução”, disse.

Essa opção, disse, “começaria com entendimento com o Partido Libertação Popular (PLP)”, do atual primeiro-ministro Taur Matan Ruak.

No caso de eleições antecipadas, Alkatiri quer saber “como e por quem vão ser geridas”, anunciando que o partido vai no parlamento propor revisão da lei eleitoral, da lei dos partidos políticos e da organização do sistema de administração e gestão eleitoral”.

Sobre a possibilidade de êxito de um Governo apoiado pela nova coligação de nove partidos, Alkatiri recordou palavras do próprio Taur Matan Ruak, de que “uma coligação só de três partidos não se aguentou, uma coligação de seis dificilmente se aguentará”.

No caso do atual Governo, Alkatiri atribui o falhanço ao “caráter dos dois principais [Xanana Gusmão e Taur Matan Ruak] que não jogam um com o outro”.

“É uma coisa histórica. Porque o estratega joga de cima para baixo e o comandante operacional joga de baixo para cima e chocam-se no meio”, afirmou.

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