Os cursos de vários ciclos e adaptados aos vários níveis de conhecimento de português foram dados por docentes portugueses aos cerca de 120 funcionários do BNU, destacados em todos os municípios timorenses e na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA).

Paulo Lopes, responsável do BNU em Timor-Leste, disse que os cursos se inserem no extenso programa de formação contínua da entidade, virado neste caso para a língua portuguesa, uma das duas oficiais do país.

Os normativos, ferramentas de suporte e demais instrumentos bancários estão em língua portuguesa, disse, e a formação permite aos funcionários “prestar um serviço de ainda maior qualidade”.

“A formação é uma das preocupações constantes do BNU. A qualificação dos nossos funcionários é fundamental se queremos continuar a ser o melhor banco em TL”, afirmou.

“A diferença em relação à concorrência está no serviço e para isso teremos que ter os melhores profissionais”, disse ainda.

Acácio de Brito, diretor da Escola Portuguesa de Díli, disse que os cursos se inserem nos esforços da instituição apoiar a divulgação da língua portuguesa em Timor-Leste, especialmente neste caso na promoção socioeducativa de recursos humanos.

Segundo explicou, a EPD está já no seu 14.º curso de português a instituições relevantes, incluindo o Ministério da Educação, Juventude e Desporto, Provedoria de Direitos Humanos e Banco Nacional do Comércio de Timor-Leste (BNCTL), entre outros.

Joana Fialho, cônsul de Portugal em Díli, recordou que o apoio ao ensino da língua portuguesa é um dos pilares da cooperação portuguesa, quer no que toca a ensino formal, mas, cada vez mais, no ensino direcionado.

Cursos à medida, disse, virados para setores como os media, como as forças de Defesa ou outros profissionais.

Com um universo de dezenas de milhares de clientes, o BNU é o único banco presente em todo o território timorense, empregando atualmente 130 funcionários, a quase totalidade timorenses.

Primeiro banco a instalar-se em Timor-Leste e o banco mais antigo a operar no território, o BNU, que faz parte do Grupo Caixa Geral de Depósitos, abriu a primeira agência em Díli em 1912, na capital timorense, Díli, começando três anos depois a circular as primeiras notas privativas para Timor-Leste.

Atualmente é um de cinco bancos internacionais a operar em Timor-Leste, com uma quota de mercado de 37% dos depósitos e de 16% dos empréstimos.

Publicidade