À greve convocada pelas duas centrais guineenses – União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau – juntaram-se também os funcionários da Empresa de Águas e Eletricidade da Guiné-Bissau (EAGB).

O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau, Júlio Mendonça, disse que os serviços mínimos vão continuar a ser garantidos, incluindo no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau.

Os funcionários públicos guineenses exigem também a implementação do decreto-lei de outubro de 2012 sobre a avaliação e desempenho da Administração pública e a conclusão do processo de aprovação do novo Código de Trabalho.

As greves convocadas pelas centrais sindicais do país acontecem na altura em que o país vive mais um impasse político relativo à indigitação do futuro primeiro-ministro e nomeação do novo Governo.

Mais de dois meses depois das eleições legislativas, a 10 de março, o Presidente guineense, José Mário Vaz, ainda não ouviu os partidos com assento parlamentar, para indigitar o primeiro-ministro.

Na última visita ao país, o Fundo Monetário Internacional alertou que a situação orçamental da Guiné-Bissau está sob stresse e que é preciso estancar os aumentos da dívida pública, conter as despesas e arranjar financiamento adicional.

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