O chefe do executivo eleito de Macau assumiu hoje que rever a legislação sobre o jogo, naquela que é a capital mundial dos casinos, e que vai definir o número de licenças de concessão.

Após a sua tomada de posse, no dia 20 de dezembro, substituindo Fernando Chui Sai On, há uma década no cargo, Ho Iat Seng garantiu que “vai concretizar os respetivos trabalhos de revisão da legislação” do regime jurídico da exploração de jogos de fortuna ou azar em casino, segundo um comunicado das autoridades do território.

À saída de Pequim, Ho Iat Seng, depois de na quarta-feira ter sido nomeado chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em Zhongnanhai, afirmou ainda que vai “definir o número de licenças de concessão de jogo, tratar de forma adequada os problemas herdados da história, e resolver, gradual e ordenadamente, a situação da renovação, sem sobressaltos”.

O atual Governo de Macau já anunciou que vai lançar um concurso público, mas não adiantou quais os requisitos, as especificações e o número de licenças que pretende atribuir dentro de três anos, sendo que atualmente há seis operadores a explorarem o jogo (três concessionárias e três subconcessionárias), metade chineses e outra metade com maioria de capital norte-americano.

Em 2018 as receitas dos casinos em Macau cresceram 14% para 302,84 mil milhões de patacas (32,79 mil milhões de euros), mas este ano a tendência de crescimento dos últimos anos parece ter estagnado: as receitas dos casinos em Macau caíram 2,4% no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo do ano passado, e em abril caíram 8,3%, de acordo com os últimos dados oficiais.

Contudo, as receitas brutas acumuladas desde o início do ano até agosto registaram uma descida de 1,9% face a 2018. Só no mês passado fecharam com receitas brutas de 24,26 mil milhões de patacas (2,73 mil milhões de euros), uma queda de 8,6% face a igual período do ano passado.

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