Segundo o GTAPE, a decisão de prolongar por mais 10 dias o período de reclamações deve-se ao facto de ainda não se terem concluído “algumas operações no terreno”.

No comunicado, a estrutura do Governo responsável pela organização e direção do recenseamento eleitoral refere que a decisão teve também em conta o pedido da Comissão Nacional de Eleições, que pediu ao GTAPE para prorrogar por mais 10 dias o processo de atendimento de reclamações e “consequente consolidação dos cadernos eleitorais”.

O GTAPE apela aos eleitores para se dirigirem aos círculos eleitorais onde se recensearam para corrigirem falhas ou omissões constatadas.

O gabinete iniciou a 25 de janeiro a afixação dos cadernos eleitorais provisórios e o atendimento de reclamações para a correção de dados nos cartões de eleitor e a recolha de impressões digitais em falta no país e na diáspora.

Os partidos têm denunciado que os cadernos eleitorais ainda não foram afixados em todas as zonas do país e na diáspora e que, por isso, as pessoas não têm conseguido apresentar as suas reclamações.

Segundo a lei eleitoral da Guiné-Bissau, as reclamações aos cadernos eleitorais provisórios deveriam ter terminado na quinta-feira.

Os dados provisórios do recenseamento eleitoral, que terminou em dezembro, apontam para o registo de 733.081 eleitores em todo o território nacional e diáspora.

A Guiné-Bissau vai realizar eleições legislativas a 10 de março.

As eleições estiveram inicialmente marcadas para 18 de novembro, mas dificuldades técnicas e financeiras provocaram atrasos no início do recenseamento eleitoral e consequentemente o adiamento do escrutínio.

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