Através de comunicado, a Comissão Europeia dá conta de que este marco representa a presença global do sistema de navegação europeu e, que curiosamente, coincide com o 15.º aniversário da GSA, a Agência Europeia dos Sistemas Mundiais de Navegação por Satélite.

A Comissão Europeia refere que o marco dos mil milhões de utilizadores é baseado no número de smartphones vendidos que usam o Galileo, a nível global, havendo margem para que o número de utilizadores reais seja consideravelmente maior. Além disso, o Galileo também é o sistema usado pelos carros europeus equipados com o sistema de segurança eCall. Basicamente, este sistema permite que, em caso de acidente, o veículo emita informação sobre a posição exata do carro.

“O Galileo está a disponibilizar informação temporal de alta qualidade e serviços de navegação a mil milhões de utilizadores de smartphone a nível global”, indica a Comissária para o Mercado Interno, Empreendedorismo e PME, Elżbieta Bieńkowska. Na mesma nota, a responsável refere estar “confiante de que a indústria espacial continue a florescer com mais trabalho, ideias e investimento, ao abrigo do novo Programa Espacial da União Europeia”. Este programa tem um orçamento de 16 mil milhões de euros, para os anos de 2021 a 2027.

O serviço europeu, que serve de alternativa a outros sistemas de navegação, incluindo o GPS, o sistema de navegação norte-americano, está a funcionar desde dezembro de 2016. O Galileo é o único sistema de navegação civil disponível, sendo uma alternativa aos serviços de navegação militares, disponibilizados por outros países.

Os serviços iniciais assegurados pelo Galileo permitem traçar posicionamentos exatos e receber informação temporal. Além disso, o Galileo tem ainda um papel de destaque no SAR, o serviço de salvamento, ao fornecer informação precisa em situações de emergência. A agência europeia nota que, graças ao Galileo, foi possível melhorar a precisão da localização dos dez para os dois quilómetros.

Em julho, o Galileo esteve indisponível durante cerca de uma semana. O sistema foi afetado por um “um incidente técnico ligado à infraestrutura no solo”, indicava na altura a GSA. Durante esse período de tempo, só o serviço SAR, de busca e salvamento, é que esteve funcional.

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