O livro de poesia “Germinações e outras restituições de Março” de José Luís Hopffer Almada será apresentada esta quinta-feira 04, na Associação Cabo-verdiana de Lisboa (ACV), em Portugal.

O evento realiza-se no quadro da realização da sua Semana de Arte Integrada que decorreu de 21 a 29 de Junho em Lisboa e promovida pela ACV em parceria com a Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA).

A apresentação pública do livro será feita pelo escritor Adolfo Maria e doutores Hans Peter (Lonha) Heilmair, Anabela Almeida e Maria Raquel Álvares.

Durante o programa Debate Africano da RDP-Africa, o escritor Adolfo Maria adiantou que neste livro “esculpe-se a força telúrica das ilhas cabo-verdianas e das suas gentes, sublinhando que nestes poemas a história desfila na evocação de pessoas, personalidades, acontecimentos e exaltação de momentos coletivos que marcaram a emergência da nação e a sua afirmação”.

“No geral os poemas de José Luís são torrenciais catadupas de palavras certas e assertivas, alinham-se em versos e vão correndo sobre os nossos olhos em corrente como as águas da chuva das suas ilhas, que saltam das montanhas engrossam e correm bravas desfiladeiro abaixo”, afirmou.

Por seu turno José Luís Hopffer Almada que também participou no referido programa, considerou que “Germinações e outras restituições de Março” é o livro mais diverso que já escreveu.

“É o livro mais diverso que já escrevi até agora tem essa parte telúrica, tem outras partes muito líricas, poemas de paixão amorosa, tem partes muito críticas e cáusticas em relação a várias questões inclusive linguísticas, lusofonias”, avançou, realçando que nesta obra será vista a sua diversidade com poemas tão curtos de cinco versos como poemas de 150 páginas.

O evento será ainda abrilhantado com uma sessão musical com George Tavares, Txunin de Fusão, Carla Correia, Heloisa Monteiro e Tonecas Lima e declamação de poesia.

José Luís Hopffer C. Almada nasceu a 9 de Dezembro de 1960 na ilha de Santiago.

Jurista, poeta, ensaísta, analista e comentador radiofónico, licenciou-se em Direito pela Universidade Karl Marx, de Leipzig, e é pós-graduado em Ciências Jurídicas e em Ciências Políticas e Internacionais pela Faculdade de Direito de Lisboa.

Associado a diversas iniciativas culturais em Cabo Verde, como o Movimento Pró-Cultura, o suplemento cultural Voz di Letra do jornal Voz di Povo e a revista Pré-Textos, foi diretor da revista Fragmentos entre 1987 e 1998, cofundador da Spleen-Edições e dirigente da Associação de Escritores Cabo-Verdianos de 1989 a 1992 e em 1998.

Em poesia publicou “À Sombra do Sol I e II” (1990), “Assomada Nocturna” (1993), “Assomada Nocturna – Poema de NZé di Sant’ y Agu” (2005) e “Praianas – Revisitações do Tempo e da Cidade” (2009).

Para além de autor de “Sindromas de orfandade identitária e funcionalização político-ideológica nos discursos culturais cabo-verdianos” (separata da revista Direito e Cidadania) e coordenador da obra colectiva “O ano mágico de 2006 -olhares retrospetivos sobre a história e a cultura cabo-verdianas”.

José Luís Hopffer Almada é autor de inúmeros artigos e ensaios, de teor literário, cultural e jurídico, dispersos por diversas publicações cabo-verdianas e estrangeiras.

Atualmente é vice-presidente da Associação Cabo-verdiana de Lisboa (ACV)

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