Criada desde 1979 pela FAF para suceder o “Campeonato do Estado Ultramarino de Angola”, disputado até à independência nacional, alcançada em 1975, a competição tem sido a manifestação desportiva com maior abrangência nacional.

A campeonato de estreia foi o maior e mais distinto de todos, organizado por séries e com meias-finais e finais, envolvendo um recorde de 24 equipas, em representação de todas as províncias (na altura ainda não havia Bengo e as Lundas não estava dividida em Norte Sul).

No seu percurso de quatro décadas, as edições mais “magras” em termos de participação contaram com 12 concorrentes (1993 e 1994), devido à instabilidade decorrente do conflito armado pós-eleitoral.

O 1º de Agosto entrou para a história como o primeiro campeão nacional. A segunda edição (1980) marcou o início da nova era com o sistema de disputa que prevalece até hoje. Participaram as 13 equipas melhor classificadas da época inaugural, mais o Sagrada Esperança, beneficiando da divisão das lundas, norte e sul.

 A última prova com 14 equipas foi a de 1990. Assim, pela ordem de classificação de 1979, o Girabola de 1980 teve o concurso do 1º de Agosto, Nacional de Benguela, TAAG, Palancas do Huambo, Estrela Vermelha (Mambroa), FC do Uíge, Construtores do Uíge, Académica do Lobito, Desportivo da Chela, Ferroviário da Huíla, Diabos Verdes (Sporting de Luanda), Santa Rita, Sassamba da Lunda-Sul e Sagrada Esperança.

Os restantes concorrentes (entre 15º a 24º) da edição inaugural foram: Luta SC de Cabinda, FC Mbanza Congo, Ginásio do Kuando-Kubango, Xangongo do Cunene, Naval de Porto Amboim, Diabos Negros, Makotas de Malanje, Vitória do Bié, Juventude do Kunje e 14 de Abril.

Em 1991 e 1992, 16 equipas evoluíram na competição. Em 1993 e 1994, o número ficou reduzido para 12 (por impossibilidade do Benfica e Petro, ambos do Huambo).

Já em 1995 o evento voltou ao normal com 14 formações, tendo sido nesse ano que se alterou o sistema de pontuação e a vitória passou a três pontos em vez dos dois de antes.

Desde 2010 que o campeonato é disputado por 16 equipas e Luanda domina de forma esmagadora em termos de conquista. A capital do país soma 33 troféus distribuídos pelo Petro (15), 1º Agosto (13), ASA (3), Interclube (1) e Kabuscorp (1).

Os outros troféus estão assim distribuídos: 1º de Maio de Benguela (2), Sagrada Esperança (1) e Recreativo do Libolo (4).

O Petro de Luanda tem a maior sequência de vitórias, com cinco (1986-1990), também tem um tricampeonato (1993-1995). O 1º de Agosto vem com uma série de três títulos consecutivos entre 1979 e 1981, e uma sequência de quatro ( (2016 a 2019). Outros tricampeões são ASA (2002-2004) e Libolo (2014 a 2016).

Tal como em outras partes do mundo, onde os campeonatos têm uma designação específica, como Superliga (Portugal), La Liga (Espanha), Bundesliga (Alemanha), Calcio (Itália), Premier League (Inglaterra), Le Championnat França), para citar as mais famosas, em Angola é Girabola.

O nome “Girabola, criação do radialista Rui de Carvalho (que foi também ministro da Comunicação Social), foi atribuída em 1979 ao então recém-nascido campeonato nacional de futebol da primeira divisão por despacho do secretário de Estado da Educação Física e Desportos, Rui Mingas.

O nome encarna o espírito de unidade nacional expresso num evento que é dos maiores veículos de aproximação de diferentes regiões e jovens do país.

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