O governante angolano, que discursava na Conferência de Promoção de Investimentos em Países Africanos, no âmbito da 1.ª Feira Económica e Comercial China/África, enumerou as múltiplas vantagens e garantias que Angola oferece aos investidores privados.

Segundo reporta hoje a agência noticiosa angolana, Angop, Joffre Van-Dúnem, que chefia a delegação do país ao evento, assegurou que Angola dispõe, atualmente, de novos instrumentos de incentivo, como as novas leis de Investimento Privado e da Concorrência, a ratificação do Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA), e a simplificação e desburocratização das importações e exportações.

Ao falar da diversificação da economia, Van-Dúnem Júnior referiu-se também à criação de condições para o relançamento da produção interna da banana, café, cereais, têxteis, madeira, rochas ornamentais, cimento e pescado para exportação.

O ministro realçou que Angola quer contar com o apoio dos investidores privados da China para a industrialização do país e fortalecimento das suas infraestruturas logísticas.

O governante lembrou que Angola é atualmente um país de grandes oportunidades, uma vez que, além do novo quadro legal de suporte à economia, o país dispõe de inúmeros recursos naturais e que a localização geoestratégica em África permite aos investidores expandir os seus negócios facilmente para outros mercados da região austral do continente.

No mesmo evento, e também citado pela Angop, o administrador da Agência de Investimento Privado e Promoção de Exportações (AIPEX) angolano, José Chinjamba, explicou aos participantes a simplificação do processo de investimento e criação de empresas e a facilitação e aceleração dos trâmites para obtenção de vistos de entrada em Angola.

Segundo José Chinjamba, Angola é um mercado com “grandes potencialidades ainda por explorar”, pretendendo-se obter “investimentos de qualidade” do setor privado da China para robustecer a economia.

Por seu lado, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, lembrou que mais de duas centenas de empresas chinesas já operam em diversos segmentos da economia em Angola, mas que “ainda não reflete o potencial das relações económicas e comerciais” entre os dois países.

Nesse contexto, Vieira Lopes frisou que Angola deseja que outras empresas se juntem as que já operam no mercado, para tornar as relações bilaterais “mais coesas em todos os domínios”.

O governante angolano lembrou aos participantes que Angola e China formalizaram as suas relações de cooperação com as assinaturas em outubro de 1988, em Pequim, do acordo sobre a criação da comissão mista para a cooperação económica, técnica e comercial, entre os dois governos.

Segundo Vieira Lopes, as relações de cooperação económica entre os dois países conheceram um significativo incremento, a partir de novembro de 2003, resultante da concessão de uma linha de crédito pela República Popular da China consubstanciada no financiamento e execução por empresas chinesas de um volume considerável de projectos de desenvolvimento económico e social em vários domínios.

A primeira Feira Económica e Comercial China/África foi aberta quinta-feira em Changsha, na província chinesa de Hunam (região central do país) e encerra domingo, certame em que Angola participa com 103 expositores, ocupando um pavilhão em que predomina o setor agrícola e os principais produtos do país, entre recursos minerais, turismo, indústria, serviços e infraestruturas.

Delegações de 53 países africanos e mil empresas chinesas participam na feira.

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