“As atividades de auditoria e controlo interno são sem dúvida um poderoso aliado na eficácia e eficiência na utilização dos recursos pelas organizações, recursos humanos, materiais e financeiros e é muito importante que o papel desses profissionais seja reconhecido com cada vez maior relevo”, afirmou hoje o secretário de Estado angolano das Finanças e Tesouro, Osvaldo João.

Transparência nos atos de “gestão e da boa governação” são hoje alguns dos desafios colocados a todos, realçou, e que “obriga a adotar medidas para reforçar o combate aos erros propositados”.

O combate às “práticas ilícitas e às fraudes de gestão”, entre outros comportamentos que “devem ser vigiados e reprimidos”, são também desafios da atual conjuntura, adiantou.

O governante falava hoje na abertura da Conferência Anual de Auditoria Interna que decorre, em Luanda, sob os auspícios do Instituto dos Auditores Internos de Angola (IIA-Angola, na sigla inglesa).

Para o secretário de Estado angolano, o lema da conferência “O Tempo da Auditoria Interna é Agora” abre um vasto universo de oportunidade aos profissionais que se dedicam às atividades de controlo seja como auditores, contabilistas, inspetores, investigadores, fiscais, gestores e outros controladores.

Segundo Osvaldo João, o sucesso do Programa de Privatizações (ProPriv), que alista 195 empresas das quais 32 classificadas como empresas de referência nacional entre elas a Sonangol, Endiama, Angola Telecom e Correios de Angola, “dependerá da perceção que os investidores tiverem sob a sua boa governação”.

“Este facto é ainda importante para as empresas que vierem a ser alienadas através da Bolsa de Valores, posto que as empresas com mecanismos de controlo interno mais adequados são por norma mais eficientes e têm por isso maior probabilidade de serem financiadas por via do mercado de valores mobiliários”, apontou.

A rota da certificação dos auditores internos, oportunidades para os auditores internos no atual cenário de Angola e auditoria interna: como abordar a automaticamente a cibersegurança são alguns dos temas em discussão no encontro que junta especialistas angolanos e estrangeiros.

Publicidade