Na reorganização do ensino superior que está em curso em Angola, o objetivo é que o ensino politécnico privilegie “a inserção no mercado de trabalho, tendo em atenção o desenvolvimento da província ou da região onde a instituição estiver inserida,”, disse Maria Sambo hoje em Luanda.

A ministra falava à Lusa à margem de uma conferência sobre o ensino politécnico e a sua importância para o desenvolvimento económico, proferida pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, João Sobrinho Teixeira, no âmbito dos acordos entre os dois governos que preveem ações conjuntas e troca de experiências

O sistema de ensino superior em Angola está em processo de reorganização da rede de instituições e da oferta formativa nacional, estando a ser analisada uma proposta de alteração à Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino (Lei 17/16), especificamente no que diz respeito a “uma melhor destrinça entre o ensino universitário e o ensino politécnico”.

O objetivo é que “a formação do politécnico seja verdadeiramente diferenciada da universitária, no sentido de os jovens terem tido uma formação mais ligada às empresas e estarem mais aptos à atividade profissional”, detalhou.

Angola tem 25 instituições do ensino superior publicas – oito universidades e 16 institutos e escolas superiores – além de 58 instituições de ensino superior privadas.

“Precisamos de fazer uma reforma que contribua para que o sistema binário seja real, que exista diferença entre o ensino universitário e o ensino politécnico e que, na perspetiva de desenvolvimento económico, o ensino politécnico efetivamente contribua”, sobretudo, para as regiões mais pobres de Angola.

Maria do Rosário fez ainda um balanço do Conselho Consultivo do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), que decorreu na quinta-feira em Luanda, indicando o financiamento das instituições de ensino e a formação de professores como os principais temas que foram abordados.

No que respeita ao financiamento, a governante realçou que “é importante que haja também a contribuição das famílias”, atendendo à situação económica que o país vive, admitindo que existem dificuldades “não obstante o esforço do governo para valorizar mais a educação e a saúde”.

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