Amadeu Cruz falava aos jornalistas no final da cerimónia que decorreu na cidade da Praia e que assinalou o Dia Internacional da Alfabetização.

O governante recordou que, “atualmente a escolaridade obrigatória é de oito anos de escolaridade”, mas disse que o Governo está a trabalhar “no sentido de progressivamente ir alargando a escolaridade obrigatória até ao objetivo que consta no programa do Governo de 12 anos”.

“Esperamos alcançar a meta no final da legislatura [2021]. Neste momento, a escolaridade obrigatória com isenção de propinas é até ao oitavo ano”, disse.

Amadeu Cruz congratulou-se com as estatísticas que “demonstram que a taxa de alfabetização em Cabo Verde é altíssima, o que quer dizer que quase toda a população jovem tem acesso à educação básica, ao ensino secundário e mesmo superior”.

Os desafios passam agora pela “qualificação do sistema para responder às necessidades de qualificação dos jovens cabo-verdianos”, disse, sublinhando: “O país não pode deixar para trás aqueles que não tenham tido sucesso ao nível do ensino básico e obrigatório”.

“Temos de ajustar o programa de alfabetização ao de reforma do ensino técnico-profissional para os jovens terem acesso aos cuidados básicos e também formação profissional para poderem aceder ao mercado de trabalho”, defendeu.

Se, por um lado, preconizou a criação de “oportunidades de emprego para absorver a mão de obra qualificada”, por outro defendeu que tal “não invalida o esforço que o Governo tem de fazer para qualificar aqueles que não têm acesso ao ensino superior”.

“Temos de garantir um sistema de qualificação e formação profissional que beneficie os jovens que não tiveram acesso ao ensino superior”, referiu.

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