“Esta foi uma decisão do acionista dentro do quadro legal que tem de ser respeitado e o Governo entende que é uma decisão no sentido de o país vir a ter mais um operador no sistema financeiro cabo-verdiano”, afirmou o ministro das Finanças, Olavo Correia.

Em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), o também vice-primeiro-ministro cabo-verdiano disse que o sistema financeiro de Cabo Verde está em transformação e a entrada de mais um operador trará mais valia para o país.

“Temos um operador novo no Banco Internacional de Cabo Verde (BICV) do Bahrein. As ações da Geocapital estão em processo de alienação a nível da Caixa Económica e agora ao nível do BCA tendo mais um investidor com propensão para o crescimento orgânico, com uma atuação mais agressiva no mercado do crédito, isso só engrandece ao sistema financeiro”, reforçou Olavo Correia.

O ministro das Finanças disse que o processo será tranquilo e que os interesses dos trabalhadores serão salvaguardados.

Na terça-feira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF), Aníbal Borges, disse, em declarações à Inforpress, que vai acompanhar com atenção o processo, esperando que os direitos dos trabalhadores sejam garantidos.

Na sexta-feira, o presidente da CGD, Paulo Macedo, anunciou, na cidade da Praia, que o banco público vai vender a participação que detém no BCA, mantendo a sua posição no Banco Interatlântico.

A CGD vai, assim, alienar a participação no BCA, no qual detém 59%, até final de 2020, segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco público português vai manter a sua posição de 71% no Interatlântico.

O processo de venda da CGD no banco cabo-verdiano vai iniciar-se a partir de janeiro próximo, sendo que as autoridades de Cabo Verde ainda terão de dar parecer favorável sobre o comprador.

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