“Há um mercado sem limites e temos que aproveitar as grandes oportunidades que se abrem nesta área e neste domínio [novas tecnologias] e utilizar estas oportunidades com a mesma convicção que nós fazemos relativamente a todos os outros setores, e descomprimir um bocado a economia cabo-verdiana, que às vezes está muito virada para um, dois setores. É preciso alargar, descobrir, criar condições”, disse Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo cabo-verdiano falava, na cidade da Praia, no lançamento da rede de quarta geração (4G) e entrega dos certificados de direitos de utilização de frequência às duas operadoras (CV Móvel e Unitel T+) que venceram o concurso lançado pela Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME).

Para Ulisses Correia e Silva, o Governo tem estado a trabalhar e a criar condições para mais negócios nesta área, para que o país possa atingir mercados externos.

Neste sentido, informou que o executivo vai realizar um estudo de “conhecimento aprofundado” do mercado da CEDEAO.

“Este estudo vai ser feito com especialistas que nos possam fazer uma abordagem de mercado, no sentido de ver as oportunidades de negócios que possam existir, quer de Cabo Verde para alguns países da CEDEAO, quer vice-versa”, afirmou Correia e Silva.

Salientando que a CEDEAO é “mercado muito grande”, o primeiro-ministro disse que a ideia é “desenvolver bons negócios e boas atividades que possam contribuir para o crescimento do país e gerar empregos para os jovens”.

O governante sublinhou que as novas tecnologias é uma “área que não depende das chuvas e dos condicionalismos naturais”, mas sim das infraestruturas, de talentos, competências e qualificações.

“E temo-las, ao nível das empresas, dos novos jovens, dos empreendedores. E depende da boa regulação de mercado para que seja também estimulador e possa fazer com que o ambiente seja competitivo e as regras sejam cumpridas”, frisou.

O líder do executivo lembrou que Cabo Verde é o quinto país em África ao nível da governação digital, mas afirmou que tem ambição e condições de ser o primeiro ao nível do continente.

“Não por causa dos ‘rankings’, mas porque tem de ser uma aposta decisiva. Assim como o turismo é um setor importante da economia cabo-verdiana, precisamos diversificar, e a economia digital é um dos setores de elevada capacidade e potencial de crescimento e desenvolvimento em Cabo Verde e em África”, notou.

O governante adiantou ainda que o Governo está a trabalhar num “ecossistema favorável” à inovação e ao acesso e aplicação das tecnologias em prol do desenvolvimento do país.

Em seu entender, o trabalho começa no sistema de ensino e aprendizagem, para dar competências às crianças, passando por conectar com o mundo através de línguas, desenvolvimento da computação e intensificação do ensino das tecnologias de informação e comunicação nas escolas.

Além de Cabo Verde, a CEDEAO integra também Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Publicidade