“Tendo em conta o aumento incessante de fatores de incerteza de origem externa, é de prever que a economia local continue a deparar-se com uma pressão de recessão durante a segunda metade do corrente ano”, apontou em comunicado o gabinete do secretário para a Economia e Finanças de Macau.

De forma a combater a esta tendência, o Governo de Macau vai adotar medidas “sobre o mercado de emprego” e em simultâneo promover a “realização de grandes projectos de construção pública”.

A taxa de desemprego em Macau situou-se nos 1,7% no segundo trimestre do ano.

Macau vai ainda aproveitar “o forte alicerce das finanças públicas já solidificado e tirar proveitos da situação estável de pagamento externo, do regime de indexação confiável e do sistema financeiro consolidado, para fazer face às mutações da conjuntura económica externa, assegurando que as despesas públicas dedicadas ao bem-estar da população não sejam afetadas”, lê-se no comunicado.

O foco, apontaram as autoridades de Macau, terá de ser direcionado ainda para “as vantagens resultantes da construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Lançado oficialmente por Pequim, em fevereiro passado, o plano da área Grande Baía prevê a criação de uma metrópole mundial com a integração de Macau, Hong Kong e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai).

A região tem cerca de 70 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares – maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

De acordo com um comunicado divulgado hoje pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau, nos primeiros seis meses do ano registou-se uma queda de 28,8% no investimento e de 12,5% nas exportações de bens, face aos meses de janeiro e junho do ano passado.

As exportações de serviços do jogo, naquela que é capital mundial dos casinos, diminuíram 0,7% e as importações de serviços caíram 17,5%.

Por outro lado, segundo as autoridades do território, as importações de bens subiram 0,6%.

Os Serviços de Estatística e Censos de Macau divulgaram ainda o PIB no segundo trimestre no ano, que registou uma contração de 1,8%, em relação ao mesmo período no ano passado.

No segundo trimestre a “procura externa continuou a abrandar, com um decréscimo de 0,8% nas exportações de serviços do jogo, enquanto as exportações de bens caíram 24,4%”, lê-se no comunicado que aponta ainda que a procura interna diminuiu 6,1% em termos anuais, “arrastada pela descida acentuada de 25% na formação bruta de capital fixo”.

Publicidade