“O Governo irá continuar a promover e a apoiar, através de políticas, as indústrias culturais e criativas, articulando com o trabalho de diversificação adequada da economia”, afirmou, em comunicado, o chefe do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Fernando Chui Sai On.

O governante encontrou-se hoje com responsáveis da Associação de Caligrafia de Deleite, tendo recordado que o “Governo disponibiliza recursos e assistência aos artistas (…) através do Fundo das Indústrias Culturais e outras entidades”.

Em 2018, o Governo da região administrativa especial chinesa concedeu 77 milhões de patacas (8,34 milhões de euros) a 24 projetos e dois programas na área das indústrias culturais.

O Fundo das Indústrias Culturais (FIC) foi criado em 2013 com o objetivo de apoiar financeiramente projetos que contribuam para o desenvolvimento das indústrias culturais de Macau, de modo a impulsionar o desenvolvimento diversificado adequado da economia local.

A diversificação da economia de Macau, hoje muito dependente do jogo, é uma ambição de Pequim patente nas “Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, documento revelado no mês passado pelo Governo central.

A China quer acelerar a integração de Macau no país, através de medidas de aproximação às cidades vizinhas da província de Guangdong, ao mesmo tempo que pretende reforçar o papel de Macau como plataforma comercial com os países lusófonos.

O documento estipula que, até 2022, a Grande Baía – metrópole que juntará Macau, Hong Kong e nove outras cidades da província de Guangdong – deverá onverter num ‘cluster’ de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nível internacional.

A medicina tradicional chinesa e as indústrias culturais e criativas são alguns dos setores comummente apontados pelo Governo como vitais para a diversificação.

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