“Todos os esforços do Brasil dão aos Estados Unidos grande confiança para cooperar de novas maneiras. Vamos aumentar o nosso relacionamento comercial, que já é de cem milhões de dólares por ano” (90,6 milhões de euros), disse Pompeo em declarações à imprensa.

Pompeo destacou que a aliança entre os governos de extrema-direita de Donald Trump, nos Estados Unidos, e de Jair Bolsonaro, no Brasil, deverá focar-se em questões económicas, segurança e diplomáticas, frisando o empenho dos dois países em solucionar a “crise na Venezuela e em afastar os tiranos de Cuba e Nicarágua”.

“Juntos, estamos a aproveitar a oportunidade de construir um futuro de segurança e democracias prósperas para os nossos povos e todo o continente americano”, afirmou o representante do Governo dos Estados Unidos.

Ao seu lado, Ernesto Araújo concordou: “Temos uma visão comum, uma filosofia comum, que pode ser ainda mais forte”.

Nesse sentido, o ministro brasileiro explicou que os dois governos estão a tentar “traduzir” essa visão comum em trocas económicas, algo que, segundo ele, está a progredir “muito rapidamente”, respondendo aos desejos dos empresários brasileiros.

Pompeu e Araújo não responderam perguntas dos jornalistas nem revelaram informações sobre as negociações de um acordo de livre-comércio entre o Brasil e os Estados Unidos.

No final de julho, Trump anunciou que queria negociar um pacto comercial com o Brasil e fez elogios a Bolsonaro.

Araújo explicou que o futuro desse acordo comercial não está definido e indicou que, por enquanto, o diálogo está focado na especificação de quotas para a troca de bens específicos, como carne e aço.

O comércio dos Estados Unidos com o Brasil totalizou 103,9 mil milhões de dólares (93 mil milhões de euros) em 2018, de acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

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