O Governo da Guiné-Bissau e as chefias militares estiveram reunidos esta segunda-feira em Conselho de Segurança e no final do encontro, o ministro do Interior, Juliano Fernandes, disse tratar de “uma reunião normal de analise à segurança interna”.

Juliano Fernandes enfatizou que a reunião foi convocada pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes, para permitir que todos os integrantes do Conselho de Segurança possam falar sobre a situação de segurança do país.

“É uma reunião de consulta, nesta fase que o país está a atravessar, criou-se esta oportunidade para que todos os integrantes reflitam sobre o estado da segurança do país”, afirmou Juliano Fernandes, adiantando que, entre outras questões, a reunião discutiu a necessidade de ser criado um regimento de funcionamento do conselho.

O responsável frisou que se concluiu que a Guiné-Bissau “é um país onde se pode viver com relativa segurança, comparado com outros países”.

Questionado sobre o facto de a reunião ocorrer numa altura em que há rumores a indicarem alegadas detenções de militares, Juliano Fernandes desmentiu aquelas informações, ressalvando que “o país está seguro”.

Insistentes rumores em Bissau apontam que alguns militares teriam sido detidos, acusados de alegadas interferências no processo eleitoral.

A Guiné-Bissau vive uma acesa polémica política e judicial na sequência das eleições presidenciais de 29 de dezembro, cujos resultados foram contestados, no tribunal, pelo candidato Domingos Simões Pereira e que dão como vencedor Umaro Sissoco Embaló.

Além do primeiro-ministro, Aristides Gomes, assistiram à reunião do Conselho de Segurança da Guiné-Bissau, os ministros Juliano Fernandes, do Interior, Luís de Melo, da Defesa, Fatumata Baldé, da administração Pública, Ruth Monteiro, da Justiça, Odete Semedo, da Administração Territorial, e Geraldo Martins, das Finanças.

Estiveram ainda na reunião, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Biaguê Nan Tan, Procurador-Geral da República, Ladislau Embassa, os comandantes da Polícia de Ordem Pública, Armando Nhaga, e da Guarda Nacional, Agostinho Cordeiro, o diretor dos Serviços de Informação e Segurança (a `secreta` guineense) Alfredo Vaz e a diretora-geral da Polícia Judiciária, Filomena Lopes.

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