“Trata-se de um Governo coeso, de continuidade, naturalmente, relativamente ao Governo que ainda está em funções, e no qual procurámos reforçar o centro do Governo”, declarou António Costa aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, em Lisboa, logo após a divulgação do novo elenco governamental.

“Se [a Assembleia da República] reunir a 21, o senhor presidente da República irá marcar a tomada de posse para 22, se [a Assembleia] reunir a 22, marcará a tomada de posse para 23”, afirmou.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro indigitado referiu que “esta legislatura terá um período muito exigente”, com a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Por outro lado, António Costa salientou “a criação de dois ministérios de natureza transversal: o Ministério do Planeamento e o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública” e “a autonomização também do Ministério da Coesão Territorial”.

“O atual Governo teve uma remodelação profunda há cerca de um ano e, naturalmente, este Governo apresenta-se como na continuidade daquilo que foi a governação anterior. Agora em melhores condições, mais reforçado politicamente, tendo em conta os resultados eleitorais, mas naturalmente numa lógica de continuidade”, reforçou.

Antes de falar aos jornalistas, António Costa esteve reunido com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante cerca de meia hora.

O primeiro-ministro indigitado chegou ao Palácio de Belém pelas 18.28 horas, trazendo uma pasta de documentos branca debaixo do braço, que depois, no início da reunião com o chefe de Estado, colocou em cima da mesa.

Publicidade