“Trata-se de um exercício ligado ao ser humano, ao cidadão, na sua luta diária pela sobrevivência, pela promoção do seu bem-estar e pelo desenvolvimento do seu próprio país, por isso, é justo reconhecer e afirmar que não haverá tranquilidade na Guiné-Bissau e em nenhum outro país, enquanto não forem respeitados os direitos da cidadania, compreendendo aqueles ligado à saúde, educação, liberdade de pensamento e ação, equidade género e direito de voto”, afirmou o secretário-geral do Governo guineense, Olívio Pereira.

Na sua intervenção, durante a sessão de abertura da formação, Olívio Pereira pediu à ONU e aos parceiros de cooperação para aliviar o “sofrimento do povo guineense” e para tornarem as suas intervenções mais céleres, porque a crise política no país “reclama uma maior dinâmica, mais objetividade e maior transparência”.

O representante especial adjunto do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, David Mclachlan-Karr, disse esperar que o encontro sirva para “criar sinergias” e a união de esforços para “melhorar o desempenho da Guiné-Bissau” nas questões dos direitos humanos.

Em 2015, a Guiné-Bissau participou no exame periódico universal do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O mecanismo permite o acompanhamento da implementação dos direitos humanos pelos países membros da ONU.

“Falta um ano para a próxima avaliação (da Guiné-Bissau). Assim, o momento é oportuno para discutir como interligar a análise das recomendações feitas e a análise da implementação da agenda 2030 e maximizar os esforços guineenses na recolha de dados que permitam avaliar o desempenho no cumprimento das obrigações dos direitos humanos”, disse o representante-adjunto da ONU no país.

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