O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou hoje em decreto a construção da central termoelétrica a gás de Beluluane, sul do país, no valor de 700 milhões de dólares (627 milhões de euros).

“O Governo aprovou o empreendimento termoelétrico de Beleluane [província de Maputo] para a produção e venda, incluindo a exportação de energia elétrica produzida, com capacidade total instalada de até 2000 megawatts”, disse Ana Comoana, porta-voz do conselho de ministros em conferência de imprensa em Maputo.

A concessionária, Beleluane Gas Company SA, terá o direito de produção, venda e exportação de energia elétrica a gás por 30 anos.

O decreto dá direito de construção e operação de infraestruturas de importação, receção, armazenamento, tratamento e exportação de gás natural liquefeito na província de Maputo.

A empresa poderá ainda gerir um sistema de gasoduto entre o Porto da Matola e Beleluane, na província de Maputo.

A central poderá usar gás importado numa primeira fase, mas a situação vai mudar quando o gás da Bacia do Rovuma (Norte de Moçambique) estiver no mercado.

O empreendimento pertence a investidores moçambicanos e estrangeiros como a Gigawatt, Agreko, CTRG, Livaningo, Electricidade de Moçambique e outros.

A futura termoelétrica poderá gerar energia na mesma dimensão que a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), que atualmente pode produzir no máximo até 2075 megawatts.

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