O Governo moçambicano vai lançar concursos para prospeção e pesquisa de metais básicos, pedras preciosas e semipreciosas no centro e norte do país, anunciou o Instituto Nacional de Minas (INAMI).

“Agora estamos na fase de lançamento de concursos, que é para atribuir licenças. O concurso não será somente para o carvão, também está o fosfato, rubi, bismuto, calcário, cobre, ferro e duas áreas para a pesquisa de berilo, na província de Tete”, disse o diretor do INAMI, Adriano Sênvano, citado pelo diário Notícias.

O lançamento dos concursos resulta de um levantamento realizado pelo Governo que determinou a existência dos referidos minérios em diversos pontos de Moçambique.

“Fomos ao Niassa, onde estivemos de 2015 a 2017 e conseguimos identificar algum carvão de queima (térmico), de cerca de 800 milhões de toneladas”, referiu o INAMI.

São no total 12 áreas que vão ser concessionadas para a pesquisa de diversos tipos de minérios nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, no norte de Moçambique, Zambézia e Tete, na zona centro.

Segundo o diretor, o setor de recursos minerais pode contribuir positivamente no Produto Interno Bruto (PIB) do país com os estudos geológicos que vêm sendo feitos.

“Em termos do PIB, em 2014 estávamos nos 4,4% e em 2018 foi de 7,3%. Não temos o cálculo dos próximos cinco anos, mas se tudo continuar assim, vamos contribuir mais no PIB”, acrescentou Sênvano.

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