Os equipamentos foram entregues numa cerimónia realizada no Ministério da Defesa são-tomense na presença do ministro da Defesa e Ordem Interna de São Tomé, Óscar Sousa, do embaixador de Portugal em São Tomé e de altas chefias militares dos dois países.

“Os equipamentos e fardamentos são uma parte fundamental, uma essência da vida militar e acreditamos que, através deste gesto, possamos dar um contributo significativa para a dignificação e consolidação da estrutura militar em São Tomé”, defendeu o governante português.

João Cravinho considerou a oferta portuguesa como “um gesto pleno de significado” e pediu às autoridades do arquipélago para “contarem com Portugal, com a amizade, solidariedade e a cooperação de Portugal”.

Para o titular da defesa de Portugal, a entrega destes equipamentos foi “um momento muito importante” que faz “a cooperação estar mais reforçada”.

“Está também reforçada no âmbito marítimo, com a presença permanente aqui (São Tomé) do navio Zaire, que é importante sublinhar”, afirmou ainda.

Óscar Sousa, ministro da Defesa são-tomense, agradeceu a ajuda que considerou “oportuna”, numa altura em que as dificuldades económicas e financeiras “perturbam a agenda das Forças Armadas no cumprimento das suas missões”.

“Gostaríamos de agradecer a prontidão e a rapidez e empenho (do ministro da Defesa de Portugal) ao proceder a entrega deste lote de fardamentos que vai reforçar a nossa instituição”, disse Óscar Sousa.

O ministro disse que a entrega destes 500 fardamentos militares é “um gesto importante”, sublinhando que a cooperação no domínio da Defesa entre São Tomé e Lisboa “tem vindo a aprofundar-se nestes últimos anos” e a oferta portuguesa “vem colmatar as necessidades das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe” que vive “limitações orçamentais no últimos tempos”.

João Cravinho encontra-se em São Tomé para uma visita de 24 horas no quadro de um périplo que está a efetuar por alguns países onde Portugal tem contingentes militares, no âmbito do Natal.

Durante a sua estadia na capital são-tomense, João Cravinho visitou o navio Zaire, onde esteve com a guarnição portuguesa.

“É particularmente importante nessa quadra natalícia, para dizer que embora estejam longe de Portugal, estão a cumprir um serviço ao nosso país, estão num país fraterno que é São Tomé e Príncipe e estão neste período de Natal muito particular nos nossos corações, nos nossos sentimentos”, explicou.

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