De acordo com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), o PAIGC teve 47 dos 102 mandatos do parlamento, um número a que se somam os eleitos dos partidos que celebraram acordos deputados eleitos pela Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB, o quarto mais votado, 5 deputados), União para Mudança (UM, 1 deputado) e Partido da Nova Democracia (1 deputado).

Na terça-feira, o PAIGC assinou um acordo de incidência parlamentar com APU-PDGB, de Nuno Nabian, que obteve cinco lugares. E já havia celebrado um acordo semelhante com o PND e a UM, pelo que no total, o novo executivo deverá contar com o apoio de 54 deputados dos 102 lugares do parlamento.

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respetivamente o Movimento para a Alternância dos Democrática (Madem-G15, 27 deputados) e o Partido da Renovação Social (PRS, 21 deputados) que também anunciaram na terça-feira um acordo de governo, na expectativa de governarem.

O Madem-G15 foi fundado há oito meses pelos derrotados por Domingos Simões Pereira no congresso do PAIGC, em Cacheu, e contou com muitos ex-dirigentes do maior partido guineense, entre os quais o empresário Braima Camará e o ex-primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló.

A mais recente crise política na Guiné-Bissau dura há quatro anos desde que o Presidente, José Mário Vaz, demitiu o governo de Domingos Simões Pereira, impondo uma série de governos de iniciativa presidencial que nunca contaram com apoio do parlamento.

No domingo, mais de 761 mil guineenses foram chamados a votar nas três mil mesas de voto, incluindo a diáspora.

Segundo a CNE, houve 15,3 por cento de abstenção.

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