A Associação Nacional dos Proprietários das Farmácias (ANAPROFARM), insurgiu-se contra as informações que oiçam a circular sobre a suposta intenção do governo de passar a fixar os preços de venda de medicamentos no país.

Em declarações à ANG, o secretário geral e porta voz da ANAPROFARM, Ahmed Akhdar afirmou que não estão contra a modernização e regularização do sector farmacêutico nacional mas que isso tem que ser na base criação de estruturas adequadas e eficientes, de forma a responder aos desafios do sector privado farmacêutico.

Ahmed Akhdar disse que hoje em dia, o governo não reúne as condições mínimas e fundamentais para realizar a homologação e fixação de preços de produtos farmacêuticos porque não dispõe de stock de medicamentos suficientes para abastecer o mercado interno.

“As duas entidades legais que o governo indigitou para serem grossistas de importação de medicamentos não têm capacidades para responder as necessidades das farmácias e muito menos dos doentes”, afirmou.

A título de exemplo, o porta voz da ANAPRIFARM explicou que no Senegal a Central de Importação de medicamentos denominada de Laborex tem uma gama de mais de cinco mil variedades de produtos farmacêuticos enquanto que os da Guiné-Bissau têm apenas cerca de 450 e na maioria os genéricos.

Aquele responsável sublinhou que os pedidos de encomendas das farmácias do país são cumpridos em apenas dez por cento da totalidade, o que acarreta enormes dificuldades, não apenas para os fármacos como igualmente para os próprios pacientes.

Akhdar aconselha as autoridades competentes a, antes de avançar com a medida de fixar os preços de medicamentos,  realizarem um estudo profundo com todos os actores do sector privado farmacêutico, e os Ministério das Finanças, Câmara Municipal de Bissau, Ministério da Saúde e do Comércio, Associação de Consumidores e Bens para, em conjunto, definirem  futuras estratégias.

“Isso passará igualmente pela avaliação geral de todas as despesas internas e externas invariaveis das farmácias, a fim de  garantir condição indispensável ao funcionamento normal das farmácias, de forma a não fecharem as suas portas e criar um estrangulamento e problema à saúde pública”, disse.

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