A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau avisou hoje que a campanha eleitoral para as presidenciais, marcadas para 24 de novembro, só tem início no sábado, e não na véspera, como anunciado anteriormente.

“A campanha eleitoral terá início no dia 02 de novembro próximo, sábado, e não no dia 01 de novembro, que por lapso, ficou consignado no Cronograma de Atividades e termina a 22 de novembro”, refere, em comunicado divulgado hoje à imprensa, a CNE.

A Guiné-Bissau tem eleições marcadas para 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, prevista para 29 de dezembro.

Na campanha eleitoral vão participar 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

A três dias do início da campanha eleitoral, o país vive mais um momento de grande tensão política, depois de o Presidente guineense e candidato às presidenciais, José Mário Vaz, ter demitido na segunda-feira o Governo liderado por Aristides Gomes.

No dia seguinte, o Presidente guineense nomeou Faustino Imbali, do Partido de Renovação Social (PRS), primeiro-ministro do país.

O decreto presidencial que demitiu o Governo de Aristides Gomes não foi reconhecido pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A CEDEAO, que tem mediado a crise política no país, considerou o decreto do Presidente guineense ilegal, reiterou o apoio a Aristides Gomes e admitiu a possibilidade de impor sanções a quem criar obstáculos ao processo de organização das presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

Portugal anunciou também que reconhece como legítimo o Governo de Aristides Gomes.

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse que o Governo da Guiné-Bissau saído das anteriores eleições legislativas “é legítimo” e que a organização seguirá eventuais sanções.

O presidente da comissão da União Africana manifestou hoje preocupação pelo evoluir da situação política na Guiné-Bissau, expressando “total apoio” à CEDEAO.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar a seguir com preocupação os desenvolvimentos políticos no país e mostrou-se expectante uma eleição presidencial “pacífica, credível e transparente”.

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