Em declarações à saída de uma reunião com o primeiro-ministro do Governo eleito, Aristides Gomes, e ladeado de vários representantes da comunidade internacional, entre os quais o embaixador de Portugal, António Alves de Carvalho, o diplomata afirmou que não percebe qual é o problema que se passa na Guiné-Bissau.

“Hoje, dia 04 de novembro, faltam apenas 20 dias para as eleições presidenciais. Estamos aqui todos para dar o nosso apoio, a solidariedade dos governos dos nossos país e povos, para com o Governo do primeiro-ministro, Aristides Gomes”, declarou Tulinanbo Mushingi, que se expressa fluentemente em português.

“Consideramos que o Governo do primeiro-ministro, Aristides Gomes, está a trabalhar bem”

Sempre realçando que fala em nome da comunidade internacional, o embaixador norte-americano defendeu que o Governo exonerado pelo Presidente cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, está a trabalhar bem e merece total confiança dos parceiros do país.

“Nós consideramos que o Governo do primeiro-ministro, Aristides Gomes, está a trabalhar bem, a preparar o processo das eleições e nós queremos continuar a trabalhar com este Governo até às eleições. Depois das eleições o povo da Guiné-Bissau vai escolher um Presidente e nós também vamos continuar a trabalhar com a pessoa que o povo escolher”, disse Mushingi.

O diplomata norte-americano sublinhou que o Governo de Aristides Gomes viu, recentemente, o seu programa aprovado pelo parlamento e que agora só falta realizar eleições presidenciais e depois atacar o programa do desenvolvimento do país, frisou.

Sobre o facto de o Presidente cessante ter convocado para as 19:00 (mesma hora em Lisboa) o Conselho de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau, o embaixador norte-americano disse não perceber a utilidade daquela reunião.

“Qual é a utilidade de ter este Conselho. O Governo está a trabalhar, não há nenhuma razão para confundir o povo neste momento”, declarou Tulinanbo Mushingi, realçando o entendimento que a comunidade internacional tem do problema atual na Guiné-Bissau.

O embaixador norte-americano, também ladeado de Aristides Gomes e alguns membros do seu Governo, salientou: “Nós somos estrangeiros, é claro, não podemos interpretar a vossa constituição, mas também sabemos que há eleições presidenciais marcadas”.

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