O Movimento para Alternância Democrática-Madem G-15 está reunido desde domingo em Bissau em congresso constituinte.

Segundo, o presidente da comissão organizadora do congresso, Marciano Silva Barbeiro, um total de 2015 delegados toma parte no evento que objectiva oficializar a organização política do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC e seus apoiantes visando os próximos embates eleitorais.

Segundo a RFI, é um congresso que vai consagrar Braima Camará como líder do grupo cujo objectivo, como é abertamente assumido, é levar o PAIGC a perder as próximas eleições legislativas projectadas para 18 de Novembro.

Nos discursos de abertura do congresso consultivo, o MADEM assume-se como um movimento de dirigentes e militantes que foram banidos do seu próprio partido, o PAIGC, e que agora se viram obrigados a tomar o seu próprio rumo político.

Sob o lema alternância patriótica para uma mudança positiva, o MADEM funda-se como movimento que pugna pela unidade, justiça e progresso da Guiné-Bissau.

O movimento que, segundo a RFI, não é um partido político diz-se predisposto a participar já nas próximas eleições legislativas ainda que nas listas de um partido.

O próprio líder do Movimento, Braima Camará, já admitiu, várias vezes, ser possível que o MADEM se venha a juntar ao Partido da Renovação Social (PRS) nas próximas eleições.

 O PAIGC não se fez presente no ato, embora convidado, Umaro Cissoko Embalo, antigo primeiro-ministro está presente e Botche Candé, antigo ministro do Interior, que era dado como um dos apoiantes do movimento, não foi visto na abertura do conclave que deve terminar esta segunda-feira.

O Modem G-15 deve eleger as suas estruturas e aprovar os seus estatutos.

Em conferência de imprensa antes do congresso, Marciano Silva Barbeiro ainda admitia possibilidades de o Grupo, mesmo após o congresso, voltar a tentar uma reconciliação com a direcção do PAIGC.

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