Os deputados chumbaram à proposta de alteração do Estatuto do Conselho Nacional de Comunicação Social (CNCS) apresentado pelo Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), na qual se previa, entre outros, que o referido órgão seja liderado por um profissional da comunicação e não por um magistrado.

Reagindo a decisão dos parlamentares, segundo a Rádio “Sol Mansi” a Presidente do (SINJOTECS), Indira Correia Baldé afirmou que os deputados foram “intoxicados” para votarem contra a proposta.

Porque de acordo com Correia Baldé, antes do fim das negociações entre os membros da Comissão Permanente da ANP e a direcção do Sinjotecs, Rui Diã de Sousa e Higino Cardoso deixaram a sala e dirigiram-se para a plenária dizendo aos colegas de que houve consenso relativamente a presidência do Conselho Nacional da Comunicação Social.

Por isso, considera de enganosa essa informação, alegando que não houve consenso em relação a este ponto e que os deputados deram má lição ao povo.

Indira Baldé disse que a atitude dos deputados é para agradar os magistrados para que possam facilitar as suas candidaturas nas próximas eleições a cargo de parlamentares.

“Os Deputados foram instrumentalizados para votar a proposta na generalidade para que o CNCS continuasse a ser liderado por um Magistrado”, criticou Correia Baldé.

Instado se o Sindicato aceitará o cargo do primeiro vice-presidente do CNCS, Indira Balde disse que a decisão compete aos órgãos do Sinjotecs.

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