“Assinar um acordo daquela natureza em território estrangeiro para além de esconder duvidosos interesses, demonstra ser uma ação antipatriótica que pode configurar a alienação de uma porção da nossa soberania”, refere, em comunicado, o PAIGC e a diretoria nacional de campanha de Domingos Simões Pereira.

O líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e terceiro mais votado na primeira volta das presidenciais do país, Nuno Nabiam, assinou terça-feira em Dacar, no Senegal, um acordo político de apoio ao candidato Umaro Sissoco Embaló, suportado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

Umaro Sissoco Embaló vai disputar a segunda volta das presidenciais, marcadas para 29 de dezembro, com Domingos Simões Pereira.

No comunicado, o PAIGC refere que “nenhum guineense deve esquecer que as eleições presidenciais de 29 de dezembro não são só cruciais como decisivas para o futuro político, económico e social da Guiné-Bissau” e que é “inaceitável qualquer tipo de ingerência no processo eleitoral em curso no país”.

“Os autores materiais destes atos estão a cometer um crime contra a independência e soberania da Guiné-Bissau, facto que também não nos admira, nem colhe surpresa, pois os que assinaram aquele dito acordo, são figuras intimamente ligadas ao grupo que levou este nosso martirizado país à situação de desgraça em que se encontra nos planos económico e social”, acrescenta.

No comunicado, o PAIGC apela também a todos os guineenses para se “manterem alertas” e “atentos a manobras políticas”, que estão a ser feitos com a “conivência de interesses alheios à Guiné-Bissau”.

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