“A tomada de posse vai ser a partir das 10:30 no Hotel Azalai, esgotadas todas as diligências políticas e constitucionais”, afirmou fonte da candidatura de Umaro Sissoco Embaló.

Questionada pela Lusa sobre as razões pelas quais a tomada de posse iria decorrer numa unidade hoteleira, a mesma fonte disse que a Assembleia Nacional Popular não tem condições e que há “má vontade do próprio presidente” da Assembleia Nacional Popular.

A fonte falava à Lusa depois de um encontro com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, que esteve hoje reunido com os partidos com assento parlamentar para analisar a situação levantada pela candidatura de Umaro Sissoco Embaló.

Cipriano Cassamá não prestou declarações aos jornalistas e o seu gabinete remeteu para mais tarde um comunicado sobre o assunto.

O presidente do parlamento recebeu a União para a Mudança, Partido da Nova Democracia, Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau, Partido da Renovação Social, Movimento para a Alternância Democrática e Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), partido que apoiou a candidatura de Umaro Sissoco Embaló e que é a segunda força política do parlamento, não prestou declarações à imprensa.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), através da sua vice-presidente Odete Semedo, confirmou que o partido recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça e que entende que se deve manter “serenidade e calma” para esperar pelas decisões do tribunal.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau confirmou terça-feira os resultados das eleições presidenciais e a vitória de Umaro Sissoco Embaló, tendo rejeitado as reclamações apresentadas pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

A CNE realizou terça-feira mais uma sessão plenária, que durou cerca de oito horas, para cumprir o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que ordenava um novo apuramento nacional dos resultados.

Segundo o apuramento nacional da segunda volta das eleições presidenciais de 29 de dezembro, Sissoco Embaló venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira obteve 46,45%.

A candidatura de Domingos Simões Pereira apresentou hoje um novo recurso de contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, que na Guiné-Bissau tem também função de tribunal eleitoral.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, defendeu que para o Governo só será conhecido o vencedor das eleições presidenciais de 29 de dezembro, com um pronunciamento definitivo do Supremo Tribunal de Justiça que está a apreciar recursos interpostos pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

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