Em declarações aos jornalistas hoje (28), a porta-voz da CNE, Felisberta Vaz, manifestou preocupação com a participação dos emigrantes guineenses na segunda volta das presidenciais, que se realiza em 29 de dezembro e “vai apanhar os festejos de Natal e final de Ano, altura em que as pessoas viajam”.

Na primeira volta, no domingo, a taxa de abstenção na diáspora, círculo que abrange Senegal, Gâmbia, Guiné-Conacri, Cabo Verde, Mauritânia, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Bélgica, foi de 48,86%.

No total, estavam inscritos nestes países 16.990 eleitores, mas apenas 8.689 votaram.

Segundo os resultados provisórios da CNE, o candidato apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, venceu na região da diáspora com 56,55%, o que equivale a 4.762 votos.

O segundo mais votado foi o atual Presidente, José Mário Vaz, que se recandidatou, com 18,89% (1.591 votos), seguido de Umaro Sissoco Embaló, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15) com 15,11% (1.272 votos) e de Nuno Gomes Nabian, apoiado pela Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e pelo Partido da Renovação Social (PRS), que conseguiu 5,01% (422 votos).

Em Portugal, onde estavam inscritos 2.213 eleitores, votaram 1.554, ou seja, uma abstenção de 29,8%, e o vencedor foi Domingos Simões Pereira, com 40,23%.

O segundo mais votado em Portugal foi Sissoco Embaló, com 27,65% (235 votos), enquanto o terceiro foi José Mário Vaz, com 8,88% (138 votos) e o quarto Nuno Nabian, com 4,24% (66 votos).

Nos resultados globais, passam à segunda volta Domingos Simões Pereira, que obteve 40,13%, não conseguindo mais de metade para vencer à primeira volta, e Umaro Sissoco Embaló, que teve 27,65% dos votos.

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