Pedro Sambu foi hoje convocado pelo Presidente guineense para uma audiência, cujo teor era saber do andamento do processo eleitoral e se estão reunidas todas as condições para a votação no dia 10 de março.

“Da parte da CNE, as condições estão a ser reunidas”, disse José Pedro Sambú, realçando ter informado José Mário Vaz que “tudo decorre dentro do previsto no cronograma eleitoral”.

O líder da comissão eleitoral guineense disse ter recebido indicações por parte do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE, organismo do Governo) de que os cadernos eleitores provisórios serão emitidos no dia 24 deste mês e os definitivos a 08 de fevereiro.

Aqueles documentos serão produzidos no GTAPE, que já tem instalados os equipamentos para o efeito, notou José Pedro Sambú.

Da parte do Supremo Tribunal de Justiça, que na Guiné-Bissau também exerce as competências de tribunal eleitoral, o presidente da CNE disse aguardar a publicação definitiva de candidatos aceites e propostos pelos 24 partidos que vão concorrer às eleições.

Pedro Sambú indicou à Lusa ter informações do Supremo Tribunal em como as listas de candidaturas validadas serão publicadas na próxima semana.

Alguns candidatos a deputados com dossiês incompletos foram notificados a corrigir as falhas, precisou o líder da CNE, referindo-se às informações que recebeu do Tribunal.

Com os cadernos eleitorais emitidos e com as candidaturas a deputados publicadas pelo Supremo Tribunal, o presidente da CNE não vê nada que possa impossibilitar a realização de eleições na data prevista.

Mesmo admitindo “pequenos atrasos”, Sambu revelou que o processo eleitoral “decorre de forma normal” e que a votação “vai mesmo ter lugar” a 10 de março.

No passado dia 10 de janeiro, a ONU entregou às autoridades eleitorais guineenses um conjunto de materiais para votação, nomeadamente urnas e cabines do voto.

Apenas falta chegar a Bissau o chamado material eleitoral sensível, nomeadamente os boletins de voto, que deve ser fornecido por Portugal.

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