Na Assembleia Nacional Popular (ANP) vão manter-se o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido de Renovação Social (PRS), União para a Mudança e Partido da Nova Democracia.

O Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) e a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau, ambos criados recentemente, são as estreias do novo parlamento.

Comparando com as últimas eleições legislativas, realizadas em 2014, o PAIGC desceu de 57 para 47 deputados, com 46,1% dos votos, e o PRS, que tinha obtido 41 lugares no parlamento, apenas conseguiu 21.

Durante a última legislatura, o PAIGC viveu uma grave crise interna que culminou com a saída de 15 deputados, que criaram o Movimento para a Alternância Democrática (Madem – G15) e que elegeu 27 deputados, passando a ser a segunda maior força no parlamento.

Nuno Nabian, que tinha ficado em segundo lugar nas presidenciais de 2014, também criou a APU-PDGB, que conseguiu estrear-se no novo parlamento com cinco mandatos.

A UM e o PND mantêm o mesmo número de mandatos conseguido em 2014, ou seja, um deputado, cada um.

Mesmo antes de conhecidos os resultados eleitorais provisórios, hoje divulgados pela Comissão Nacional de Eleições, o PAIGC anunciou terça-feira um acordo político com a APU-PDGB, depois de já ter assinado um outro, no início da campanha eleitoral, com a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia.

O Madem-G15 assinou também, terça-feira à noite, um acordo político com o PRS.

Com os acordos políticos assinados, o novo parlamento guineense vai ficar dividido em dois grandes blocos, que representam 54 deputados (PAIGC, APU-PDGB, UM e PND) e 48 deputados (Madem G-15 e PRS).

Segundo a Comissão Nacional de Eleições, a abstenção situou-se nos 15,3% (116.591) e votaram 645. 085 dos 761.676 inscritos.

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