Criado a partir de uma divisão no Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau (PAIGC), o Madem é uma formação nova criada por dirigentes que estão há muito na política e, por isso, Braima Camará colocou a fasquia elevada.

“Deus quer, o homem sonha, as obras nascem. As obras no domingo vão nascer. Nós esperamos, estamos absolutamente convencidos, com toda a humildade, de que estão criadas todas as condições para uma maioria absoluta”, afirmou, em entrevista à Lusa, Braima Camará, à margem de uma ação de campanha em Bafatá, no centro-leste do país, de onde é natural.

Sobre os dias de campanha, Braima Camará afirmou: “Fazem-me recordar os longínquos tempos da conquista da nossa independência. Tenho constatado uma avalanche, uma adesão total e espontânea”.

Para o político, é uma “prova que o povo da Guiné-Bissau quer a mudança e chegou a hora”.

A campanha “está a correr muito bem, acima de todas as expectativas”, disse. “Temos andado bairro a bairro, de porta a porta, de círculo a círculo, região a região, norte, sul do país, leste do país e inclusive ilhas dos Bijagós”, explicou.

“Na democracia, o que impera, o que prevalece é a vontade da maioria. Se a maioria do povo da Guiné-Bissau está connosco não poderíamos admitir outra alternativa se não for a maioria absoluta”, acrescentou o dirigente político, que lamentou as sucessivas crises no país, a última das quais em 2015, quando o atual Presidente demitiu o líder do PAIGC.

“Não foram quatro anos perdidos, foram 46 anos perdidos. Por isso é que nós dissemos que chegou a hora da mudança: com a nossa vitória, o povo da Guiné-Bissau poderá esperar melhores hospitais, melhor educação, melhores infraestruturas, grandes reformas da administração pública para que o país possa seguir o seu rumo para o desenvolvimento”, afirmou Braima Camará.

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