O candidato às eleições presidenciais apoiado pela Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau e pelo Partido de Renovação Social, Nuno Nabian, disse que hoje que passa muita droga pelo país e pediu apoio internacional.

“É um fenómeno que afeta o nosso país de uma forma muito séria. Passa muita droga na Guiné-Bissau. Graças a Deus até hoje nenhum grama dessa droga é consumido no nosso país. É um risco enorme e nós sabemos que o dinheiro da droga quando entra na política complica toda a situação”, afirmou Nuno Nabian.

O candidato falava aos jornalistas no final da cerimónia de tomada de posse dos membros da direção da sua campanha eleitoral para as presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

“Por isso é que apelamos à comunidade internacional e também a nível nacional para que as autoridades assumam as suas responsabilidades no sentido de pôr cobro a este fenómeno”, afirmou.

Nuno Nabian, cujo partido, a APU-PDGB, faz parte da atual coligação do Governo da Guiné-Bissau, salientou que é preciso esclarecer a situação da droga, “porque há uma confusão total em que tudo indica que o Governo possivelmente está implicado neste negócio”.

“Nós não queremos um Governo que vai organizar as eleições, que possivelmente o dinheiro que resulta do tráfico de droga, seja utilizado nas campanhas isso é gravíssimo. É, por isso, que estamos a apelar para que de facto acelerem o processo de investigação para que as coisas fiquem claras”, sublinhou.

Na terça-feira, Nuno Nabian, que é vice-presidente da Assembleia Nacional Popular abandonou o parlamento juntamente com o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, líder da oposição) e o Partido de Renovação Social, depois de não terem conseguido alterar o período da ordem do dia para que a questão da droga fosse debatida antes do programa do Governo.

O programa do Governo acabou por ser aprovado já na ausência da oposição pelos 47 deputados do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), um deputado do Partido da Nova Democracia, um deputado da União para a Mudança e três deputados da APU-PDGB.

Questionado sobre o voto dos deputados, Nuno Nabian disse que a questão vai ser analisada pelos órgãos competentes do partido.

“Temos órgãos competentes no partido que vão pronunciar-se sobre essa matéria”, disse.

Sobre se o partido vai continuar na coligação governamental, Nuno Nabian recusou responder, salientando que agora é altura de falar de presidenciais.

A Guiné-Bissau tem eleições presidenciais marcadas para 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, previstas para 29 de dezembro.

A campanha eleitoral decorre entre 01 e 22 de novembro.

Disputam as eleições 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

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