O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido no Governo na Guiné-Bissau, repudiou hoje as afirmações do candidato presidencial Umaro Sissoco Embalo à Lusa, considerando-as “caluniosas” e “irresponsáveis”.

“O maior partido do país, o PAIGC, manifesta o repúdio às declarações caluniosas e irresponsáveis de Umaro Sissoco Embalo, em entrevista à Lusa”, refere, em comunicado à imprensa, o partido.

Em entrevista à Lusa, o candidato às eleições presidenciais guineenses Umaro Sissoco Embalo aponta o PAIGC como beneficiário do tráfico de droga no país, pelos meios que ostenta nas campanhas eleitorais.

Umaro Sissoco Embalo é candidato às presidenciais de 24 de novembro apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), criado por dissidentes do PAIGC, e que é o líder da oposição guineense.

“A irresponsabilidade da acusação feita por este candidato apenas pode ser percebida como uma tentativa de sair do anonimato em que se encontra a pouco menos de dois meses do dia de voto e o desespero de ter de sair do total desconhecimento do povo, tentando a fama através do método a que está acostumado a praticar com os seus semelhantes na baixa política: a mentira”, salienta o PAIGC.

No comunicado, Umaro Sissoco Embalo é acusado de ser um “fanático religioso” que quer dividir o país em etnias e que para ser conhecido acusa o PAIGC de ter relação com o tráfico de drogas.

O PAIGC salienta também que desde que assumiu o Governo iniciou uma verdadeira guerra contra o tráfico de drogas.

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu no início de setembro quase duas toneladas de cocaína na zona norte do país, depois de uma operação em março durante a qual foram apreendidas quase 800 quilogramas da mesma droga.

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