O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) pediu hoje aos seus apoiantes para se absterem de fazerem eco da “estratégia de difamação e calúnia” contra dirigentes e militantes do partido.

O pedido é feito num comunicado divulgado hoje à imprensa na sequência de uma reunião realizada na quarta-feira na sede do partido para analisar a “situação grave que o país enfrenta e com tendência para se agravar” e que juntou os representantes dos secretariados nacional e regionais do partido e as diretorias regionais de campanha.

No comunicado, o PAIGC convida “todos os dirigentes, militantes e simpatizantes a absterem-se de fazer eco à estratégia de difamação e calúnias lançadas contra dirigentes e militantes do partido” para “minar a unidade e coesão interna”.

O PAIGC expressa também “inequívoco apoio político” ao presidente do partido, Domingos Simões Pereira, por se ter apresentado como candidato às eleições presidenciais, mas também pela “forma digna e honrada e o elevado espírito de sacrifício” com que se apresentou ao “povo guineense”.

O partido destaca a postura “sempre democrática” de Domingos Simões Pereira que acreditou na “idoneidade” dos resultados provisórios, mas também o seu “posicionamento firme e determinado em enfrentar e levar à luz sobre graves situações de fraude eleitoral agora conhecidas e que configuram um grave atentado à verdade democrática”.

No comunicado, o PAIGC pede também aos apoiantes a “manterem-se calmos, atentos e vigilantes para aguardarem o veredicto da justiça, de forma a preservar a paz, estabilidade, unidade e coesão nacionais, apesar de o país estar dilacerado por uma crise profunda e grave, com efeitos nefastos”.

O candidato às presidenciais do PAIGC e presidente do partido, Domingos Simões Pereira, pediu no final da semana passada a impugnação dos resultados da segunda volta das presidenciais do país, que deram a vitória ao candidato Umaro Sissoco Embaló.

Na sequência da impugnação dos resultados pela candidatura de Domingos Simões Pereira, o Supremo Tribunal de Justiça guineense notificou a candidatura de Umaro Sissoco Embaló e a CNE para se pronunciarem num prazo de 48 horas, que terminou na quarta-feira.

O Supremo Tribunal de Justiça deverá anunciar a sua decisão até sexta-feira.

Segundo os resultados provisórios apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), o general Umaro Sissoco Embaló venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto o candidato Domingos Simões Pereira, apoiado pelo PAIGC, conseguiu 46,45%.

Publicidade