O candidato às presidenciais guineenses de 24 de novembro Umaro Sissoco Embaló admitiu à Lusa sugerir a pena de morte para traficantes de droga caso seja eleito Presidente da Guiné-Bissau.

Em entrevista à Lusa, em Caió, a cerca de 100 quilómetros de Bissau, e onde foi feita uma das maiores apreensões de cocaína da história do país, o candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem G15) disse que é um homem de paz, de concórdia, mas que se for eleito Presidente não terá lugar no país para bandidos e marginais.

“Os bandidos? Tenho lugar para eles na cadeia. Os marginais? Tenho lugar para eles na cadeia. Droga? Eu vou mesmo sugerir a pena de morte para os traficantes se for eleito. Para mim é intolerante, não podemos estar aqui a banalizar uma sociedade a traficar drogas. Aqui não é a Colômbia e a gente conhece as pessoas que traficam droga. As pessoas que utilizam a Guiné-Bissau como passagem de droga. Haverá pena de morte para essas pessoas”, afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O antigo primeiro-ministro guineense disse que se for eleito não vai excluir ninguém, incluindo o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a quem acusa de ser responsável pelos problemas no país.

“Eu sou um homem da concórdia, assim que ganhar eleições não há nenhuma exclusão até o PAIGC não será excluído, porque fazem parte da sociedade e nós guineenses temos de nos sentar numa mesa e falar como irmãos. Ao fim ao cabo todos os guineenses são primos e amigos e para mim isso é uma questão júnior, esse problema que nós temos”, afirmou, referindo-se à crise política que tem persistido no país nos últimos anos.

“O responsável por isto é o Domingos Simões Pereira e o PAIGC. Sempre que temos um Presidente do PAIGC, um primeiro-ministro do PAIGC e um presidente do parlamento do PAIGC há problemas”, salientou Umaro Sissoco Embaló.

O candidato disse também que nas próximas eleições os guineenses já “não vão comprar problemas”.

“Nós temos de ganhar estas eleições e não há mais oportunidade para confusões na Guiné. Nós guineenses, temos de encontrar uma solução entre nós. Eu sou um homem de paz e não vou excluir nenhum guineense, mas uma coisa é certa, sou alguém que vai respeitar a Constituição e fazer respeitar a Constituição”, salientou.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de dezembro.

Participam na campanha eleitoral, que termina em 22 de novembro, 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Publicidade